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Rússia/ G20

G20 quer reforçar crescimento, que permanece "fraco demais"

Presidente russo, Vladimir Putin, chega para a foto de família com os outros líderes, marcando o encerramento do G20.
Presidente russo, Vladimir Putin, chega para a foto de família com os outros líderes, marcando o encerramento do G20. REUTERS/Mikhail Klimentyev/RIA Novosti/Kremlin

Em meio a um clima de tensão visível devido às divergências dos países do G20 sobre uma intervenção militar internacional na Síria, o encontro dos líderes das 20 maiores economias do mundo terminou hoje com um “plano de ação” para reforçar a retomada econômica. O comunicado final do evento – que não menciona a palavra Síria – ainda destaca que as mudanças na política monetária devem ser "cuidadosamente calibradas e claramente comunicadas", um pedido dos países emergentes.

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No texto de encerramento, o G20 nota que a economia mundial está melhorando, mas que a retomada permanece “fraca demais” ainda é muito cedo para declarar o fim da crise. Por isso, é preciso estabelecer um “plano de ação” para apoiar a volta do crescimento econômico e o retorno do emprego nos países que ainda enfrentam dificuldades, principalmente os europeus.

O comunicado menciona as incertezas nos países emergentes, que registram “crescimento lento” e cujas moedas enfrentam crescente volatilidade. Os chefes de Estado e de Governo reconheceram os problemas enfrentados nestes países, mas disseram que cabe a eles colocar as próprias economias em ordem.

A perspectiva de que o Federal Reserve poderá diminuir sua política monetária expansionista já neste mês trouxe fortes turbulências para os principais países emergentes, com a fuga de investidores. Países como os Brics queriam que os americanos atenuassem o ritmo da retirada dos estímulos para sofrerem menos impactos. Os integrantes do G20 tiveram dificuldades para encontrar um terreno comum sobre os efeitos desencadeados pela perspectiva de os Estados Unidos reduzirem a sua injeção mensal de dinheiro na economia.

O comunicado emitido no fim da cúpula de dois dias em São Petersburgo, na Rússia, trouxe comentários sobre a economia mundial na mesma linha dos que haviam sido divulgados após encontro de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais em julho, em Moscou. O texto pede que as mudanças na política monetária devem ser "cuidadosamente calibradas e claramente comunicadas".

Os países emergentes prometeram tomar “as medidas necessárias para apoiar o crescimento e manter a estabilidade (...), o que inclui melhorar a resistência a choques externos e reforçar os sistemas financeiros”.

Já os líderes europeus demonstraram satisfação pela ocorrência da primeira cúpula do G20 desde 2009 que não foi marcada pela forte crise na zona do euro. “Há muitas convergências no G20”, declarou o presidente francês, François Hollande. A chanceler alemã, Angela Merkel, comemorou o “bom rendimento” do encontro para os assuntos econômicos, baseado “na constatação de que nós dependemos todos uns dos outros”.

Os principais compromissos dos líderes foram ampliar, até 2015, a troca de dados fiscais até 2015, para evitar a evasão fiscal, aumentar a regulação do sistema bancário internacional e apertar o cedo contra as empresas que sonegam impostos.

 

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