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Banco Mundial/Mundo

Em 15 países, mulheres ainda precisam do acordo do marido para trabalhar

O direito da mulher ao trabalho ainda é um dos desafios cruciais na luta pela igualdade dos sexos.
O direito da mulher ao trabalho ainda é um dos desafios cruciais na luta pela igualdade dos sexos. LC

Pelo menos quinze países no mundo continuam a proibir as mulheres de trabalhar sem o acordo do marido, apesar dos progressos realizados no campo da igualdade dos sexos. Esta é a conclusão do relatório apresentado nesta terça-feira pelo Banco Mundial, que também aponta a necessidade de mais legislações sobre a violência conjugal.

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"Ainda resta muito a fazer", declarou o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim,  referindo-se ao combate contra a discriminação contra as mulheres em diversas sociedades.

Entre os 143 países citados no estudo "Mulheres, negócios e o direito", divulgado nesta terça-feira, em Washington, 15 deles ainda concedem aos homens o direito de se opor ao fato de as mulheres trabalharem e podem impedí-las de aceitar um emprego. Síria, Irã e Bolívia estão neste grupo apontado pelo BM.

Na Guiné, as mulheres ainda têm a opção de entrar com um recurso no tribunal para anular a decisão do marido "em nome dos interesses da família". Já na Rússia, 456 profissões são proibidas para o sexo feminino, entre elas, motorista de caminhão, bombeiro ou controlador de trens.

Em 29 países do globo, como Arábia Saudita, Honduras e Senegal, a lei é feita pelos homens que são chefes de família e têm o controle das decisões cruciais do lar como escolha da residência, obtenção de documentos oficiais como passaporte e carteira de identidade ou ainda a abertura de uma conta bancária.

O Banco Mundial  ressalta que certas nações do Ocidente também demoraram a conceder a igualdade de direitos de homens e mulheres. Entre elas, países avançados como Espanha, que esperou até 1981, e a Suíça,que deu o passo apenas em 1984.

Em dois anos, 48 mudanças de textos legislativos em 44 países aumentaram a igualdade entre homens e mulheres, especialmente na Costa do Marfim, onde desde 2013 as esposas não precisam do acordo do marido para trabalhar. Esses acordos, porém, são frágeis, como é o caso do Egito onde uma nova Constituição depois da eleição do presidente deposto Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, suprimiu a não-discriminação dos sexos.

Sobre o drama da violência conjugal, 76 nações criaram leis específicas, mas no Oriente Médio e no norte da África, não há enquadramento jurídico para o caso.

 

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