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OMC/acordo

Acordo da OMC é rejeitado por quatro países na última hora

O brasileiro Roberto Azevêdo, durante entrevista coletiva na sede da OMC, em Genebra, em 9 de setembro de 2013.
O brasileiro Roberto Azevêdo, durante entrevista coletiva na sede da OMC, em Genebra, em 9 de setembro de 2013. Foto: Reuters

Tudo parecia certo para um acordo histórico da Organização Mundial do Comércio, mas Cuba, Bolívia, Venezuela e Nicarágua rejeitaram o texto do documento apresentado após a reunião ministerial em Bali, Indonésia. O texto elaborado depois da conferência ministerial de Bali previa principalmente a supressão de barreiras comerciais e a simplificação dos procedimentos alfandegários.

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A reunião prevista para terminar na sexta-feira vai se estender por pelo menos mais um dia, em busca de consenso. O porta-voz da OMC informou que os quatro países não concordaram com o documento aprovado pelos outros 155 Estados membros da organização.

Os quatro países latino-americanos estão insatisfeitos sobre a retirada de uma referência ao embargo americano contra Cuba, explicou o porta-voz, evocando uma declaração bastante política, onde os quatro países exprimiram “elementos ideológicos”.

Alguns analistas estimavam que o impacto dessa reforma sobre a atividade econômica global poderia ser traduzido em centenas de bilhões de euros, permitindo a criação de mais de 20 milhões de empregos, principalmente nos países em desenvolvimento.

Na véspera, a Índia enfrentou fortes pressões para fazer concessões sobre o tema da segurança alimentar e desbloquear uma acordo que permita manter vivas as negociações de abertura multilateral dos mercados da OMC.

Um fracasso da conferência de Bali pode ser um grande fiasco para a OMC, fundada em 1995 e que até hoje não conseguiu emplacar um acordo global aprovado pelos 159 integrantes. Um acordo poderia salvar a Rodada de Doha e a própria razão de existir da OMC, presidida pelo brasileiro Roberto Azevedo.
 

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