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Economia/ informática

Após acordo com gigante chinesa, ações da Apple sobem

Chineses usam iPhone em frente a banner da China Mobile em Pequim, nesta segunda-feira, 23 de dezembro.
Chineses usam iPhone em frente a banner da China Mobile em Pequim, nesta segunda-feira, 23 de dezembro. REUTERS/Kim Kyung-Hoon

As ações da gigante da informática norte-americana Apple registraram forte alta nesta segunda, após ter informado a assinatura de um acordo de longo prazo com a China Mobile Ltd para vender iPhones por meio da maior rede de telefonia móvel do mundo. Ao longo do dia, os papéis tiveram alta de 3,05% em Wall Street.

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O acordo era negociado havia anos. Com o acerto, cujas bases não foram reveladas, a Apple tem por objetivo seduzir milhões de novos usuários no mercado chinês e aumentar seu volume de negócios.

"A China é um mercado muito importante para a Apple e nossa associação com a China Mobile nos dá a oportunidade de levar o iPhone aos consumidores da maior rede (móvel) do mundo", comemorou o diretor geral da marca, Tim Cook, citado no comunicado em que as duas empresas anunciaram o acordo. "Os usuários de iPhone na China constituem um grupo entusiasta e em rápido crescimento", destacou.

O grupo norte-americano tinha, até agora, acordos para vender seu iPhone a duas operadoras de menor envergadura, a China Unicom e a China Telecom. As negociações com a China Mobile estavam estagnadas principalmente por causa do volume mínimo de vendas que a Apple exigia.

Graças a este acordo, os chineses poderão adquirir, a partir de 17 de janeiro, os dois últimos modelos do smartphone da Apple, o 5S e o 5C, pela China Mobile. A China é um mercado prioritário para a Apple - é o único país, ao lado dos Estados Unidos, que representa 10% do volume mundial de negócios. As vendas da Apple no país alcançaram 25,4 bilhões de dólares de setembro de 2012 a setembro de 2013, o que representa um aumento de 13% em comparação ao ano anterior.

A China Mobile tinha mais de 750 milhões de assinantes em outubro, 24 milhões dos quais podem comprar um iPhone no ano que vem, segundo uma estimativa do grupo Cantor Fitzgerald Research. A operadora dispõe atualmente de sua própria rede de telefonia de terceira geração, a 3G, que até agora não era compatível com nenhum modelo iPhone.

O governo chinês concedeu, no começo de dezembro, junto a outras duas operadoras, licenças para desenvolver uma rede de quarta geração (4G) muito mais rápida. A empresa de pesquisas IDC estima que, em 2014, podem ser vendidos na China 450 milhões de smartphones. Os iPhones continuarão competindo com opções mais baratos que operam com Android, pertencente ao Google.
 

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