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França/Economia

França está 'doente' e precisa de reformas, diz ministro

O ministro da Economia francês, Emmanuel Macron.
O ministro da Economia francês, Emmanuel Macron. REUTERS/Philippe Wojazer

O ministro da Economia francês, Emmanuel Macron, não usou meias palavras para comentar a situação do país. "A França está doente há vários anos, sofre de uma febre que se chama desemprego em massa", disse ele, durante entrevista concedida nesta quarta-feira (17) à rádio Europe 1.

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O jovem ministro, de 36 anos, foi claro e direto. "É preciso dizer o que vivemos. Não temos outra escolha a não ser avançar, agir na direção de reformas na economia", declarou Macron.

O ministro adotou a mesma expressão que tem sido usada com frequência pela mídia inglesa, que se refere à França como "o novo homem doente da Europa" ("the new sick man of Europe"). A metáfora ilustra o colossal endividamento do país e as dificuldades para implementar reformas. Recém-nomeado na pasta da Economia, Macron veio confirmar a guinada social liberal do presidente François Hollande.

Formado nas melhores escolas do país para ser um alto funcionário do Estado, Macron ficou conhecido pela sua passagem de quatro anos no banco de investimentos Rothschild & Cie., onde intermediou uma transação milionária entre a Nestlé e uma filial da Pfizer. Seus detratores criticam essa proximidade com o universo empresarial e temem que o ministro traia o programa da esquerda.

Na entrevista à rádio Europe 1, Macron afirmou que a França está pagando hoje, à vista, o custo de ter adiado reformas estruturais necessárias. Seu dignóstico é compartilhado por boa parte dos economistas e confirmado pelos indicadores econômicos, a maioria no vermelho (déficit público superior a 4% do PIB e crescimento inferior a 0,5% em 2014). Das principais economias da zona euro, a França só perde atualmente para a Itália.

O jornal Les Echos afirma nesta quarta-feira que o governo trabalha com a previsão de que a dívida pública atinja um pico de 98% do PIB em 2015. Ela começaria a baixar nos dois anos seguintes. Para evitar que a dívida chegue a 100% do PIB, o ministério da Economia não descarta a venda de ativos do governo, informa Les Echos.

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