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França/Orçamento

Gastos militares na África e no Iraque comprometem orçamento francês

Drone «Reaper» usado pelo exército francês em missões no exterior.
Drone «Reaper» usado pelo exército francês em missões no exterior. RFI/ Pierre Firtion

A França gastou muito mais do que previa em suas operações militares no Mali, no Iraque e na República Centro-Africana. O rombo causado pelas intervenções, entre outros gastos, obrigou o governo a retificar nesta quarta-feira (12) o seu projeto de orçamento para 2014.

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Segundo o jornal "Les Echos", que teve acesso antecipado aos números, o governo francês pretendia gastar € 450 milhões nessas intervenções, mas a conta acabou chegando a mais de €1 bilhão. A retificação do orçamento que o ministro Michel Sapin anunciou hoje prevê um corte de pelo menos € 1,8 bilhão nas despesas do Estado e outros pontos polêmicos, como a taxação de 20% sobre as residências secundárias.

O objetivo dessa mudança no orçamento é se adequar às exigências da União Europeia. O rombo no orçamento levantou um debate na França sobre a necessidade de intervenção militar em outros países, em um momento em que o país vive uma crise econômica interna.

Cortes no orçamento

No próximo mês de janeiro, completam-se dois anos que a França está presente no Mali, com cerca de 5 mil soldados que ajudam o governo local a retomar a região norte do país.

Para desarmar as frequentes críticas da Comissão Europeia, Michel Sapin havia anunciado, no último dia 27, que tomaria “novas medidas” para reduzir o déficit do orçamento francês em até € 3,6 bilhões – uma parte foi anunciada nesta quarta-feira, o restante será em 2015.

A previsão do déficit final para é de 4,4% do PIB em 2014 e 4,3% em 2015.
 

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