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França/ economia

Empresários franceses vão às ruas protestar contra o governo

Donos de pequenas e médias empresas protestaram em Paris.
Donos de pequenas e médias empresas protestaram em Paris. REUTERS/Charles Platiau

Uma manifestação pouco comum aconteceu nesta segunda-feira (1º) pelas ruas de Paris e Toulouse, na França. Pelo menos 4,2 mil donos de pequenas e médias empresas protestaram contra “30 anos de uma política que está enforcando a economia”. A mobilização dos patrões continuará ao longo da semana.

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Equipados com apitos e megafones, os dirigentes desfilaram pelo sudeste da capital e se dirigiram até o Ministério da Economia, acompanhados por um cortejo de manifestantes. O último protesto dos empresários aconteceu há quase 15 anos, quando a França implementou a carga de trabalho de 35 horas semanais.

Segundo o presidente da Confederação das Pequenas e Médias Empresas, Jean-François Roubaud, 10 mil pessoas foram às manifestações em Paris e Toulouse. A polícia contou 4,2 mil participantes. Em Marselha, cerca de 300 empresários se mobilizaram.

Cadeados espalhados

A principal reclamação dos manifestantes era a alta carga tributária na França. “PMEs encadeadas. Liberem as nossas empresas!”, reivindicavam, pedindo mais liberalização da economia e do mercado de trabalho e reclamando da burocracia do sistema. Simbolicamente, os empresários instalaram cadeados por todo o trajeto da manifestação.

“Nos enchem de leis impondo novas regras complicadas a toda a hora. Passo a metade da semana a resolver exigências administrativas”, disse Nathalie Vercoutterre, gerente de cinco lojas no sul da França, que veio a Paris especialmente para a manifestação.

Eles também protestaram contra novas medidas adotadas pelo governo, que entrarão em vigor a partir de 1º de janeiro, como a obrigação de informar os funcionários, com pelo menos dois meses de antecedência, sobre a eventual cessão da empresa.

O nome do ministro da Economia, Emmanuel Macron, foi vaiado diversas vezes. O governo francês se comprometeu em diminuir € 40 bilhões (R$ 120 milhões) em impostos e encargos cobrados das empresas, em troca de mais investimentos e criação de empregos.

Mas o patronato afirma que a carga tributária continua a aumentar, apesar das promessas. “Estamos asfixiados com tantos encargos”, declarou Pierre Gattaz, presidente da maior organização patronal da França, o Medef.
 

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