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Suíça/Fraude

Suíça abre inquérito penal contra HSBC de Genebra por lavagem de dinheiro

Sede do banco HSBC em Genebra, na Suíça, em foto de 9 de fevereiro de 2015.
Sede do banco HSBC em Genebra, na Suíça, em foto de 9 de fevereiro de 2015. REUTERS/Pierre Albouy

Dez dias após as revelações do escândalo de fraude e evasão fiscal da filial suíça do banco britânico HSBC, a justiça da Suíça decidiu abrir um inquérito penal nesta quarta-feira (18) por suspeita de "lavagem de dinheiro com agravante" contra a instituição financeira.

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Os promotores suíços Olivier Jornot e Yves Bertossa realizaram na manhã desta quarta-feira uma operação de busca e apreensão de documentos na sede do HSBC em Genebra. O SwissLeaks, como ficou conhecido o escândalo, resultou de uma ampla investigação de jornalistas do jornal francês Le Monde e de colegas de 50 países.

Com base em documentos vazados por um ex-funcionário do HSBC, Hervé Falciani, os jornalistas examinaram dados das contas correntes de 106 mil clientes da filial suíça do banco. A instituição financeira ajudou os correntistas a ocultar cerca de US$ 119 bilhões em paraísos fiscais. Os desvios constatados aconteceram entre novembro de 2006 e março de 2007. Cerca de 8 mil clientes brasileiros estariam envolvidos no esquema fraudulento.

França, Bélgica e Grã-Bretanha também investigam as denúncias por meio de inquéritos judiciais e/ou comissões parlamentares de inquérito. A França, que teve 9 mil correntistas do HSBC de Genebra denunciados pelos jornalistas do Le Monde, encerrou recentemente a fase de investigação, no dia 12 de fevereiro, três dias depois das revelações publicadas em jornais de 50 países.

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