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Aviação/Crise

Tecnicamente "falida", Malaysia Airlines vai demitir 6 mil

Frota dos aviões da Malaysia Airlines no aeroporto de Kuala Lumpur, 21 de julho de 2014.
Frota dos aviões da Malaysia Airlines no aeroporto de Kuala Lumpur, 21 de julho de 2014. REUTERS/Edgar Su

A Malaysia Airlines vai demitir 6 mil pessoas, de acordo com o novo plano de reestruturação anunciado nesta segunda-feira (1) pela direção da empresa. Ao expor a situação do grupo, o novo diretor-geral, Christoph Müeller, que assumiu o cargo há pouco mais de um mês, declarou que a companhia aérea está "tecnicamente falida".

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"Estamos tecnicamente em falência e a queda dos resultados começou bem antes dos eventos trágicos de 2014", declarou Müeller aos jornalistas em Kuala Lumpur, em referência aos acidentes com os voos MH370 e MH17 que deixaram 537 mortos. Além de cortar um terço dos 20 mil funcionários, o plano de reestruturação da Malaysia Airlines prevê o fechamento de vários trajetos e a redução de sua frota, com a venda de seis modelos Airbus A380.

Um carta de demissão foi entregue a todos os 20 mil empregados do grupo e novos contratos foram propostos a 14 mil deles, o que confirma a supressão de 6 mil postos de trabalho. O diretor-geral justificou o corte de pessoal como uma medida necessária para superar os custos de operação 20% maiores do que seus concorrentes.

Reestruturação anunciada

O anúncio não pegou ninguém de surpresa porque o fundo de investimento público do Cazaquistão, que retomou o controle da empresa no ano passado, havia indicado que o processo de reestruturação contemplaria cortes de funcionários e revisão dos trajetos deficitários.

"O processo de reestruturação começa hoje, com uma retomada difícil', afirmou Müeller, ex-presidente da irlandesa Aer Lingus. A Malaysia Airlines prevê uma "mudança total" a partir de 1° de setembro, com a apresentação de uma nova imagem e novas cores. A intenção é superar a crise provocada por um ano de 2014 considerado desastroso.

Em 8 de março, o Boeing 777-200 (voo MH370) transportando 239 pessoas desapareceu misteriosamente, depois de decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim. Até hoje, o "sumiço" continua sem explicação. Em 17 de julho, um outro aparelho da companhia, o Boeing 777 (voo MH17) com 298 passageiros, foi abatido por um míssil quando sobrevoava a Ucrânia, em um território controlado pelos separatistas pró-russos. O caso também não foi totalmente esclarecido.

Críticas

O plano de reestruturação foi duramente criticado pelos sindicatos de comissários de bordo. Eles afirmam que os assalariados vão pagar o preço pela má gestão da empresa nos últimos anos. Lideranças sindicais informam que vão discutir durante esta semana a possibilidade de fazer uma greve para denunciar abusos.

Outros sindicatos não comentaram a decisão da direção da Malaysia Airlines, que poderá inclusive trocar de nome. A direção prevê retomar o crescimento da empresa a partir de 2017.

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