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França/OCDE

Brasil vai iniciar retomada em 2015 e sair da recessão em 2016, diz OCDE

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy (centro), participa de uma série de eventos nesta quarta-feira na sede da OCDE, em Paris.
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy (centro), participa de uma série de eventos nesta quarta-feira na sede da OCDE, em Paris. RFI/Lúcia Muzell

A OCDE prevê que o Brasil deve sair da recessão em 2016. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico prevê que a economia do país vai se contrair 0,8% neste ano, mas já vai começar a se recuperar nos últimos meses de 2015. As estimativas são descritas no relatório Perspectivas Econômicas da entidade, divulgado na manhã desta quarta-feira (3).

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No ano que vem, o Brasil deve registrar um crescimento fraco de 1,1%. A retomada deve vir das exportações, beneficiadas pela queda do real em relação ao dólar. A organização observa que a alta da inflação e a situação preocupante das contas públicas afetaram a economia brasileira. A prioridade do governo, diz a OCDE, deve ser “reconstruir a confiança nas políticas macroeconômicas”.

O aperto fiscal promovido por Brasília é “bem-vindo” pela organização, sediada em Paris. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, protagonista do ajuste, participa da reunião ministerial que acontece nesta quarta-feira na entidade. Ele é um dos painelistas de uma conferência sobre desemprego e desigualdade, que também vai contar com a presença do presidente da OCDE, Angel Gurría.

À tarde, o ministro terá uma reunião sobre eficácia dos gastos públicos com representantes entidade, que reúne as 34 economias mais desenvolvidas do mundo. A OCDE avalia que “ambiciosas reformas estruturais são necessárias para estimular a produtividade e ajudar a retomar o crescimento”. Em seu relatório semestral, a organização aconselha o país a reduzir as barreiras comerciais e burocráticas para melhorar a competitividade e acelerar a atividade econômica.

Ainda nesta quarta-feira, Levy e o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, vão assinar o Acordo-Quadro de Cooperação entre o Brasil e a OCDE. O documento é visto como um passo importante rumo à adesão do Brasil à organização.

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