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Grécia/ economia

Grécia aprova 3º plano de resgate financeiro, mas governo enfrenta divisão

Primeiro-ministro grego (d), Alexis Tsipras, e ministro da Economia, George Stathakis, durante o debate parlamentar desta madrugada.
Primeiro-ministro grego (d), Alexis Tsipras, e ministro da Economia, George Stathakis, durante o debate parlamentar desta madrugada. REUTERS/Christian Hartmann

Depois uma noite inteira de discussões, o Parlamento grego adotou nesta sexta-feira (14) pela manhã o terceiro plano de ajuda financeira ao país, num valor de € 85 bilhões. O texto foi aprovado por 222 deputados – uma maioria de 151 votos era necessária. Sessenta e quatro foram contrários e 11 se abstiveram. Os votos da oposição de direita foram fundamentais para a aprovação do acordo que, de acordo com o premiê Alexis Tsipras, permite que o país sobreviva e "siga no combate, ao invés de se suicidar".

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A Comissão Europeia já se preparava para liberar um novo crédito de € 6,04 bilhões de para que a Grécia pagasse as próximas parcelas da dívida com o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu. A Alemanha era particularmente favorável a essa ideia que, na opinião de Tsipras, afundaria a Grécia em uma "crise sem fim".

Ao Parlamento, o premiê disse que os mais conservadores da Europa queriam "minar" o plano de ajuda para que a Grécia entrasse em uma espiral de pequenos empréstimos. Agora, os ministros das Finanças da zona do euro devem se reunir em Bruxelas às 15h (10h em Brasília) para debater o programa de resgate negociado entre Antenas e seus credores.

Ruptura no partido

Apesar da aprovação pela Grécia, Tsipras enfrenta a debandada da base aliada, já que, a cada votação do plano de ajuda, seu partido de esquerda radical, Syriza, demonstra estar mais dividido. No total, 32 deputados do partido se opuseram às medidas draconianas de austeridade que os credores exigem em troca da ajuda, e 11 se abstiveram da votação.

A hipótese de uma quebra do Syriza não é mais tabu. De um lado, ficariam os integrantes de extrema esquerda, e do outro a ala mais moderada. Nesta quinta-feira (13), uma declaração assinada por 12 integrantes do partido e encabeçada pelo ex-ministro da Energia do governo Tsipras pede “a formação de um movimento nacional” contra o novo acordo com os credores. A porta-voz do Executivo afirmou que um governo que não tem a maioria no Parlamento “não pode ir muito longe”.

Voto de confiança no governo

Para tentar acalmá-los, Tsipras evocou o fato de que o FMI condicionou sua participação no empréstimo à redução da dívida grega, que equivale a 170% do PIB. A Alemanha, que teve sua própria dívida perdoada há meio século, é a principal opositora a qualquer renegociação da dívida grega.

De acordo com um alto funcionário do governo grego, Tsipras deve pedir um voto de confiança aos credores depois de 20 de agosto, data em que Atenas deve reembolsar € 3,2 bilhões ao Banco Central Europeu. O partido Nova Democracia, o maior da oposição, já declarou que, apesar de ter votado em favor do novo empréstimo, não apoiaria o governo Syriza nesta votação de confiança.
 

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