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Economia/FMI

China desacelera atividade e FMI revê para baixo crescimento mundial

A desaceleração da economia da China irá impactar o ritmo de crescimento de muitos países.
A desaceleração da economia da China irá impactar o ritmo de crescimento de muitos países. REUTERS/Jason Lee

A atividade manufatureira da China, tradicional pilar da economia do país, registrou nova retração em agosto. O setor de serviços, o único que ainda se mantinha em expansão, também deu sinais de desaceleração. Com isso, analistas estimam que o crescimento do PIB chinês pode ficar abaixo dos 6,5% no terceiro trimestre.

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O índice PMI, indicador da atividade manufatureira, foi de 49,7 em agosto, contra 50 em julho, de acordo com os dados publicados pelo Agência Nacional de Estatísticas. O índice é o mais baixo desde agosto de 2012. O dado acima de 50 indica uma expansão da atividade manufatureira enquanto um índice inferior representa uma retração.

Especialistas consideram que a contração da atividade se explica pelo recuo da produção e pela diminuição de novas encomendas, registrados nos últimos dois meses.

Os dados lançam novas incertezas sobre o dinamismo da economia chinesa e tiveram repercussão no mercado financeiro. A bolsa de Tóquio, por exemplo, fechou em queda de quase 4%.

FMI prevê desaceleração

O FMI está revendo suas previsões para o crescimento mundial neste ano. Segundo a diretora-gerente do Fundo, Christine Lagarde, as economias dos países avançados vão crescer menos que o previsto e nos países emergentes a retração vai ser mais forte do que se imaginava.

Lagarde não citou cifras, mas em julho o FMI apostava num crescimento mundial de 3,3% em 2015, contra 3,4% no ano passado.

Sobre a China, Lagarde afirmou que o país passa por um ajuste complexo de seu modelo de crescimento, mas as autoridades dispõem dos "instrumentos políticos e amortecedores financeiros para gerenciar e situação".

Lagarde, que está em visita de dois dias à Indonésia, alertou as economias emergentes a "se mostrarem vigilantes diante das repercussões" da desaceleração da economia chinesa, ao ambiente dos mercados financeiros e à perspectiva de uma revisão das taxas de juros pelo Federal Reserve, o Banco Central americano.

Desemprego recua na zona do euro

A zona do euro continua dando sinais de recuperação. O desemprego em julho recuou para 10,9%, o mais baixo índice em dois anos. A melhora mais visível foi na Itália, onde o desemprego caiu 0,5% em julho, atingindo 12% da população ativa. Em julho, 17 milhões e 500 mil pessoas estavam sem trabalho na zona do euro.

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