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Economia/G20

Crescimento mundial está abaixo das expectativas do G20

A reunião dos ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do G20 termina neste sábado (5) em Ancara, na Turquia.
A reunião dos ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do G20 termina neste sábado (5) em Ancara, na Turquia. Reuters

Os ministros das Finanças e os presidentes dos bancos centrais do G20 - grupo das principais economias mundiais, entre elas o Brasil - , reconheceram neste sábado (5) que o crescimento global atual é insuficiente. No entanto, o grupo acredita na dinamização da economia. O esboço do comunicado final do encontro do G20 em Ancara também revela que o os integrantes do grupo prometem “evitar desvalorizações competitivas” de suas moedas.

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A AFP teve acesso ao texto que será oficialmente divulgado no final do encontro de dois dias dos ministros das Finanças e dos presidentes dos bancos centrais, na capital da Turquia. "O crescimento global está abaixo de nossas expectativas. Estamos empenhados em tomar medidas decisivas para garantir que o crescimento continue no bom caminho e estamos confiantes na aceleração da recuperação econômica", afirma o documento.

O G20 promete "avaliar cuidadosamente suas iniciativas (...) a fim de minimizar os efeitos secundários, reduzir as incertezas e promover a transparência", como chaves de um crescimento vigoroso.

Câmbio

O grupo também se compromete a "abster-se de qualquer desvalorização competitiva e resistir ao protecionismo". Essa promessa é uma resposta aos temores de uma guerra cambial desencadeada pela recente e brutal desvalorização do yuan chinês que pegou de surpresa os mercados.

Os Estados Unidos, que batalharam para que o termo “desvalorização competitiva” figurasse no texto final, também levaram uma advertência do G20. O comunicado pede que os integrantes do grupo “calibrem e comuniquem cuidadosamente suas ações, principalmente em se tratando de decisões importantes de política monetária, para reduzir os riscos de contágio.”

A mensagem é endereçada ao FED, o banco central americano. Os mercados e os países emergentes estão preocupados com um possível aumento da taxa básica de juros nos Estados Unidos. Essa será a primeira alta da taxa americana em vários anos e poderia acontecer em 17 de setembro, prevêem alguns especialistas. Os países emergentes, que temem uma fuga de capitais, esperam que a alta aconteça o mais tarde possível.

Emergentes em crise

O comunicado final é resultado de uma sutil negociação entre o campo dos otimistas, formado pelos Estados Unidos e alguns países europeus, e pelo campo dos prudentes, integrado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelos países emergentes, em crise. A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, declarou abertamente sua preocupação com a situação dos emergentes.

Além do Brasil e da Rússia, que estão em recessão, um bom exemplo das dificuldades enfrentadas é a Turquia, país que sedia a reunião do G20. A taxa de câmbio da moeda turca acaba de atingir sua pior cotação em relação dólar, três liras por um dólar.

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