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Estados Unidos/Economia

FED mantém taxa de juros e afasta fantasma da fuga de capitais

A sede do FED, o banco central americano, em Washington
A sede do FED, o banco central americano, em Washington REUTERS/Kevin Lamarque

As economias, principalmente dos países em desenvolvimento, respiraram aliviadas nesta quarta-feira (28) com o anúncio de que o FED, banco central americano, manterá as taxas de juros próximas de zero, como tem feito desde o início da crise, em 2008. Havia o temor de que os Estados Unidos aumentassem seus juros, provocando fugas de capitais em massa - uma medida que não está totalmente descartada e pode ser anunciada ainda em dezembro, quando sai o último comunicado da instituição no ano.

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Os membros do comitê monetário se mostraram divididos nas últimas semanas sobre a necessidade de subir os juros antes do fim do ano, devido à baixa inflação e à fragilidade da economia mundial. Em diversas oportunidades, o Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu calma à instituição, lembrando o risco da medida para o equilíbrio da economia global.

Mas o fato é que, mais determinantes do que os apelos à contenção foi o fato de que o FED terá muitos mais dados para tomar a decisão no mês que vem. Já na quinta-feira, serão publicados os dados do PIB americano para o terceiro trimestre, que devem mostrar uma clara desaceleração do crescimento: 1,6% frente ao mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, a progressão foi de 3,9%.

Também sairão em breve os resultados do emprego e do mercado de consumo, motor da economia americana. Por fim, e mais importante, o banco quer estar "relativamente seguro" de que a inflação aumentará e atingirá 2% no médio prazo, uma meta considerada saudável para a economia.

Menos atenção ao mercado externo

No texto divulgado hoje, o FED reconheceu a desaceleração no ritmo de criação de empregos e o crescimento moroso da economia global, mas destacou o sólido desempenho do consumo e dos investimentos. Ao contrário do que fez em seu último comunicado, quando apontou riscos do recuo da atividade econômica chinesa, o banco não expressou preocupação com o mercado internacional.

A perspectiva do aumento de juros impactou positivamente as bolsas americanas. A Dow Jones fechou em alta de 1,13% e a Nasdaq, de 1,3%. O anúncio não foi o único fator que influenciou na progressão das bolsas, impulsionadas também pela alta de 4,12% no título da gigante informática Apple.
 

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