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Temor sobre economia chinesa derruba bolsas asiáticas

Investidores chineses estão preocupados com a desaceleração da economia do país.
Investidores chineses estão preocupados com a desaceleração da economia do país. REUTERS/Kim Kyung-Hoon

A preocupação dos investidores com a desaceleração da segunda maior economia mundial e as dúvidas sobre a capacidade do governo chinês de implementar as medidas para retomar os trilhos do crescimento provocaram nova queda acentuada das bolsas asiáticas nesta segunda-feira (11).

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O medo de um novo “crash” nas praças financeiras, como o registrado em junho de 2015, voltou a rondar a China nesta segunda-feira diante de um novo tombo das principais bolsas. Em Xangai, a bolsa fechou em queda de 5,33%, pouco abaixo da forte queda registrada pela bolsa de Shenzen, que perdeu 6,60%.

O risco de contágio é considerado limitado diante da "desconexão" das bolsas chinesas do resto do mundo,devido ao controle dos fluxos de capitais e das restrições drásticas por parte das autoridades de Pequim.

No entanto, o sistema financeiro planetário reflete a inquietação com o desempenho econômico chinês. Os investidores locais estão apreensivos com o ritmo da desaceleração. E as dúvidas são crescentes sobre a capacidade das autoridades de relançar a economia, apesar das múltiplas medidas de apoio e de alívio monetário.

O cenário contamina os investidores de outras praças e, na esteira das bolsas chinesas, as de Seul e Sydney registraram quedas nesta segunda-feira em torno de 1,2%, e a de Hong Kong de 2,8%.

Abandono do "curto-circuito"

O mecanismo aplicado na semana passada chamado de "curto-circuito", que interrompe automaticamente o pregão em caso de forte queda, se mostrou contraproducente e ainda por cima expandiu o temor de uma preocupação geral. Diante da falta de resultados, o mecanismo foi suspenso na sexta-feira (8).

Um analista de mercado entrevistado pela agência AFP indica que os "mercados já estão numa espiral de queda e não veem o fundo do poço". Além disso, a economia continua morosa e os investidores não enxergam algum tipo de medida que possa mudar o cenário rapidamente.

Os indicadores publicados no sábado (9) também contribuíram para alimentar o pessimismo. A inflação, mesmo acelerando a 1,6% em ritmo anual em dezembro, continua em um nível muito baixo, refletindo a demanda em baixa.

O índice que mede a evolução dos preços de venda na saída das fábricas diminuiu pelo quarto mês consecutivo, o que revela as dificuldades do setor manufatureiro. As empresas estão sacrificando os preços em um contexto de queda nas exportações e menos demanda interna.

Na próxima semana, a publicação de uma série de indicadores mensais deverá confirmar que 2015 foi o ano que registrou o crescimento mais baixo do gigante asiático em quase 25 anos.
 

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