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Acordo comercial

UE: Destruição da Amazônia torna “difícil” aprovação de acordo com o Mercosul

Presidente do Conselho Europeu "não consegue imaginar" um processo de ratificação do acordo no contexto atual de desmatamento da Amazônia.
Presidente do Conselho Europeu "não consegue imaginar" um processo de ratificação do acordo no contexto atual de desmatamento da Amazônia. REUTERS/Christian Hartmann

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse neste sábado (24) que é “difícil imaginar” que o bloco europeu ratifique um pacto de livre comércio com o Mercosul enquanto o Brasil não detém os incêndios que assolam a Amazônia. "É claro que apoiamos o acordo entre a UE e o Mercosul (...), mas é difícil imaginar um processo de ratificação enquanto o governo brasileiro permite a destruição do pulmão verde da Terra", declarou Tusk ao chegar em Biarritz, no sudoeste da França, para participar da cúpula do G7.

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As queimadas estarão em debate pelas sete potências econômicas industrializadas, sem a presença do Brasil. Na sexta-feira (23), o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que, na situação atual, em que o desmatamento da floresta registra recordes, se opõe à ratificação do acordo comercial com o bloco sul-americano.

Macron chegou a dizer que o presidente Jair Bolsonaro “mentiu” em relação aos seus compromissos ambientais, assumidos na reunião do G20, em junho. Na ocasião, o pacto entre o Mercosul e a UE foi anunciado, após 20 anos de negociações.

UE vai reagir a eventual imposto americano sobre vinhos franceses

Outro assunto delicado que estará sobre a mesa na cúpula em Biarritz são as ameaças de tarifas alfandegárias dos Estados Unidos contra produtos franceses, em especial os vinhos. A medida do governo americano seria uma represália ao chamado imposto GAFA (acrônimo de Google, Amazon, Facebook e Apple), criado pela França contra as gigantes da internet que, em sua maioria, são americanas.

Na mesma coletiva de imprensa, Donald Tusk se disse solidário a Paris neste tema. “Protegerei o vinho francês com uma verdadeira determinação”, afirmou o presidente do Conselho Europeu. “Se os Estados Unidos impuserem barreiras alfandegárias à França, a União Europeia responderá da mesma maneira”, frisou Tusk, esclarecendo que Bruxelas não tem nenhuma intenção em entrar na via da hostilidade comercial com “o seu melhor aliado”.

“Essa queda de braço no comércio e na alfândega não é iniciativa nossa, mas devemos estar prontos a esse cenário, e nós estamos”, ressaltou o polonês.

Trump critica “estupidez de Macron”

O imposto francês será de 3% sobre as receitas anuais totais das empresas que prestam serviços aos consumidores franceses e aplica-se apenas a empresas tecnológicas multinacionais.

No fim de julho, Trump criticou a "estupidez de Macron" em relação à tarifa e ameaçou retaliar, taxando o vinho do país europeu “como nunca antes”. O novo tributo foi aprovado pelo Parlamento francês em 11 de julho.

Paris diz estar disposta a abandonar o tributo se um imposto mais global for adotado pela comunidade internacional, como entre os países-membros da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).

Com informações da AFP

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