Acessar o conteúdo principal

Para Les Echos, Guedes propõe "remédio de choque" e reforma "radical" na função pública

O jornal Les Echos analisa nesta quinta-feira (7) as medidas anunciadas pelo governo Bolsonaro para reformar o Estado.
O jornal Les Echos analisa nesta quinta-feira (7) as medidas anunciadas pelo governo Bolsonaro para reformar o Estado. Reprodução

O jornal Les Echos analisa nesta quinta-feira (7) as medidas anunciadas esta semana pelo ministro brasileiro da Economia, Paulo Guedes, destinadas, segundo o governo, à descentralização e modernização da economia. No entanto, o diário francês de tendência liberal qualifica a reforma do funcionalismo de "radical". O fim da estabilidade dos servidores públicos é avaliado como um "remédio de choque".

Publicidade

Les Echos enumera algumas medidas defendidas por Guedes: os três anos de período de experiência, a possibilidade de demissão nos dez primeiros anos da carreira se o servidor não tiver bom desempenho, redução dos salários no início da carreira, possível diminuição da jornada de trabalho e do salário em situação de "urgência orçamentária" e corte de privilégios dos magistrados, como os 60 dias de férias.

 

O jornal explica aos leitores franceses que Guedes quer acabar com o "dirigismo econômico" e aplicar uma política estritamente liberal. Para levar a cabo a descentralização, o ministro promete transferir mais recursos a estados e municípios. Guedes só não conseguiu convencer o presidente Jair Bolsonaro a desindexar o salário mínimo da inflação, diz o texto. Segundo Les Echos, o setor empresarial ainda espera o anúncio de medidas fortes na área fiscal.

Resistência

A proposta do governo é aprovar o conjunto de medidas antes das eleições municipais de outubro do ano que vem. Mas a batalha no Congresso será dura. Ouvido pela reportagem, o presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah, diz que a sociedade brasileira vive a estabilidade do funcionalismo como uma injustiça, mas milhares de funcionários públicos trabalham corretamente ganhando salários baixos. Haverá forte resistência às mudanças.

O cientista político Claudio Couto afirma que os professores também vão lutar para manter a estabilidade, principalmente por sentirem uma forma de perseguição ideológica da parte do governo Bolsonaro.

O jornal conservador Le Figaro dá uma nota sobre o megaleilão de quatro áreas de petróleo na bacia da Campos, no Rio de Janeiro. A venda foi boicotada pela maioria das companhias estrangeiras. A operação, que havia sido anunciada como "histórica" pelo governo, arrecadou apenas dois terços do total esperado.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.