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Economia/ Fusão

Peugeot Citroën e Fiat Chrysler assinam acordo de fusão

PSA et Fiat-Chrysler assinaram nessa quarta-feira (18) acordo de fusão.
PSA et Fiat-Chrysler assinaram nessa quarta-feira (18) acordo de fusão. REUTERS/Regis Duvignau/Illustration

O grupo francês Peugeot Citroën (PSA) e o ítalo-americano Fiat Chrysler assinaram um acordo de engajamento para sua fusão, após meses de negociações. Segundo um comunicado comum das duas empresas, feito nesta quarta-feira (18), a união dará origem à quarta maior montadora de automóveis do mundo.    

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A nova empresa contará com mais de 400 mil assalariados, e terá um volume de negócios consolidado de aproximadamente €170 milhões e vendas anuais de 8,7 milhões de veículos das marcas Fiat, Alfa Romeo, Chrysler, Citroën, Dodge, DS, Jeep, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot et Vauxhall. A nova entidade só ficará atrás no mercado automotivo da Volkswagen, do grupo Renault-Nissan-Mitsubishi e da japonesa Toyota.

Segundo os parceiros, a fusão “aumentará a capacidade de investimentos para enfrentar o desafio de uma nova era de mobilidade sustentável”, sem que nenhuma fábrica seja fechada, garantiram as duas empresas.

“Nossa fusão é uma formidável oportunidade de ocupar uma posição mais forte na indústria automotiva, enquanto buscamos uma transição para automóveis limpos, seguros e sustentáveis e oferecer a nossos clientes produtos, tecnologias e serviços de melhor nível”, declarou o presidente do diretório do grupo PSA, Carlos Tavares, à imprensa. Segundo o comunicado, a fusão deve ser completada entre 12 e 15 meses.  

Acordo unânime

As duas montadoras tinham anunciado em 31 de outubro um acordo unânime sobre as regras de uma possível fusão, onde os acionistas dos dois grupos dividiriam o capital em partes iguais. A preocupação dos assalariados era o de um possível fechamento de fábricas. O Estado francês, que já tinha se oposto a uma fusão da Renault com a Fiat sem o acordo da Nissan, dessa vez se declarou favorável à aproximação que deve permitir realizar investimentos necessários para o desenvolvimento de um carro elétrico e de um veículo autônomo, cujos custos podem chegar a bilhões de euros.

“É uma união de duas empresas com marcas emblemáticas e com trabalhadores muito engajados”, afirmou o presidente da Fiat Chrysler Automobil (FCA), Mike Manley. “As duas atravessaram tempos difíceis e se transformaram em grandes grupos ágeis e inteligentes”, completou.

O novo grupo terá sede na Holanda, mas continuará cotado em Paris, Milão e Nova York. John Elkann, atual presidente da FCA e herdeiro da família Agnelli, presidirá o novo conselho de administração, enquanto Carlos Tavares será diretor geral do grupo.   

Antes da fusão, a FCA distribuirá entre seus acionários um dividendo excepcional de €5,5 bilhões, enquanto a PSA repartirá seus 46% do fornecedor Faurecia, segundo o comunicado. Apesar da rivalidade entre os Agnelli, da Fiat, e os Peugeot, segundo o jornal Le Figaro, a família francesa, acionista de referência, votou por unanimidade na segunda-feira (16) pela fusão.

(Com informações da AFP)

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