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Setor automobilístico

Luca de Meo deixa grupo Volkswagen para dirigir Renault após escândalo de Carlos Ghosn

Após ter pilotado com sucesso Audi e Seat, Luca de Meo assume a direção da RenaulT.
Após ter pilotado com sucesso Audi e Seat, Luca de Meo assume a direção da RenaulT. REUTERS/Albert Gea

A Renault confirmou nesta terça-feira (28) a escolha de Luca de Meo para o cargo de diretor-geral da montadora francesa. O executivo italiano dirigia a Seat, que pertence ao grupo Volkswagen.

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Após um ano de crise desencadeada pela prisão do franco-líbano-brasileiro Carlos Ghosn, a Renault anunciou o nome de seu novo diregor-geral. Luca de Meo, 52 anos, é um perito em marketing poliglota que construiu toda sua carreira na indústria automobilística. O executivo ficou conhecido por reerguer a espanhola Seat, ajudando a montadora a bater recordes de venda, após ter comandado, também com sucesso, as vendas da alemã Audi.

O italiano terá pela frente o desafio de estabilizar o grupo francês após os escândalos dos últimos meses. Ele também vai ter que impulsionar as vendas da montadora na Europa, região onde vem perdendo espaço para a Dacia, empresa que pertence ao mesmo grupo, mas que vende modelos mais acessíveis.

Renault perdeu metade do valor na Bolsa

Em razão de seu contrato com a Volkswagen, De Meo assume o cargo apenas em 1° de julho. Até lá, a direção-geral fica nas mãos de Clotilde Delbos, diretora financeira da montadora. Após a queda de Ghosn, a empresa chegou a ser pilotada por Thierry Bolloré. Mas o francês, criticado por seu estilo, considerado autoritário, foi destituído pelo conselho de administração.

“Essa nova direção marca uma etapa decisiva para o grupo e para a Aliança”, declarou Jean-Dominique Senard, presidente do conselho de administração da Renault. Ele qualificou o italiano de “visionário” e ressaltou, além de seu conhecimento do setor, “sua paixão por essa indústria, que fazem dele um verdadeiro trunfo para o grupo”, completou.

“A escolha de Luca de Meo é uma excelente notícia”, reagiu o ministro francês da Economia, Bruno Le Maire. O Estado francês é dono de uma parte da Renault.

A montadora perdeu metade de seu valor no mercado financeiro desde a prisão de Carlos Ghosn.

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