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G20 promete injeção de US$ 5 trilhões na economia mundial contra crise do coronavírus

Rei saudita Salman bin Abdulaziz coordena reunião do G20 sobre crise do coronavírus
Rei saudita Salman bin Abdulaziz coordena reunião do G20 sobre crise do coronavírus VIA REUTERS - SAUDI ROYAL COURT

Os líderes dos países do G20 anunciaram, nesta quinta-feira (26), em uma cúpula virtual, que devem injetar "mais de 5 trilhões de dólares" na economia mundial para "combater os impactos sociais, econômicos e financeiros da pandemia" do novo coronavírus.

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O grupo reúne os chefes de Estado de França, Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Rússia, Japão, Índia e Brasil, entre outros.

"Estamos firmemente decididos a apresentar uma frente unida contra essa ameaça comum", acrescentaram os representantes das principais potências mundiais em comunicado divulgado após a reunião de emergência presidida pelo rei Salman da Arábia Saudita.

O comunicado oficial da reunião anuncia que os países do grupo estão injetando mais de “US$ 4,8 trilhões na economia global, como parte de medidas econômicas e fiscais específicas e de esquemas de garantia para combater os impactos sociais, econômicos e financeiros da pandemia".

Só os Estados Unidos já havia prometido colocar US$ 2 trilhões em sua economia para mitigar os efeitos da crise do coronavírus.

A agência de notação financeira S&P prevê uma recessão de -2% na zona do euro e no Reino Unido neste ano. Nos Estados Unidos, a agência Moody’s estima retração de -2% da economia norte-americana e na zona do euro de -2,2%, segundo as projeções da Moody's.

A pandemia já causou mais de 21.000 mortes e parou a economia mundial, ao provocar o confinamento de mais de três bilhões de pessoas em todo o mundo.

Presidente Jair Bolsonaro participou da reunião virtual com os líderes do G20
Presidente Jair Bolsonaro participou da reunião virtual com os líderes do G20 © Marcos Correa/Brazilian Presidency/Handout via REUTERS

Resposta global

O comunicado afirma ainda que os ministérios de Finanças e Bancos Centrais devem coordenar suas ações para desenvolver um plano de ação global. “Continuaremos a administrar apoio fiscal ousado e em larga escala. A ação coletiva do G20 ampliará seu impacto, garantirá coerência e aproveitará sinergias. A magnitude e o alcance dessa resposta recuperarão a economia global e estabelecerão uma base sólida para a proteção dos empregos e a recuperação do crescimento.”

As 20 maiores economias do mundo também pediram à OMS (Organização Mundial da Saúde) e ao FMI (Fundo Monetário Internacional) que ajudem “os países emergentes e em desenvolvimento a lidar com as perturbações da saúde, econômicas e sociais relacionadas à Covid-19".

* Com informações da AFP

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