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Fifa/Corrupção

Presidente da federação alemã se diz chocado com subornos de Havelange e Teixeira

O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter.
O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter. Reuters

O presidente da Federação alemã de futebol (DFB), Wolfgang Niersbach, declarou hoje estar chocado com a reação do presidente da Fifa, Joseph Blatter, no escândalo das comissões recebidas por João Havelange, ex-presidente da organização, e Ricardo Teixeira. "Se a Fifa acha que não era proibido receber dinheiro naquela época [de Havelange], "nós, enquanto Federação, tomaremos distância da entidade", declarou Niersbach durante uma reunião com árbitros na Alemanha.

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Ao tomar conhecimento de que o ex-presidente da Fifa João Havelange e o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira receberam subornos equivalentes a 40 milhões de reais em acordos relacionados com a Copa do Mundo, segundo documentos judiciais divulgados quarta-feira na Suíça, Joseph Blatter declarou que não tinha poderes para sancionar Havelange. "O Congresso da Fifa o nomeou presidente honorário da entidade e só o congresso pode definir seu futuro", escreveu Blatter num comunicado publicado no site da organização, insistindo no fato de que na época dos fatos o pagamento de comissões não era ilegal na Suíça.

Escandalizado com essa reação, o presidente da Bundesliga, Reinhard Rauball, já tinha cobrado esta semana a demissão de Blatter da presidência do órgão. Neste sábado, seu colega alemão Wolfgang Niersbach disse que Blatter deveria "tomar essa decisão por si mesmo".

Para a justiça suíça, os brasileiros cometeram “enriquecimento ilícito”, causaram prejuízo para a Fifa e colocaram seus interesses pessoais acima dos interesses do futebol.

A informação faz parte de documentos oficiais da Justiça suíça que apontam para pagamentos de comissões no valor de US$ 122,5 milhões por parte da empresa de marketing ISL a cartolas pelo mundo. A Justiça também acusou a Fifa de “omissão” ao não controlar o fluxo de subornos e de saber que os cartolas recebiam propinas.

Como regra geral, a propina teria sido paga a Teixeira e Havelange para que influenciassem a Fifa na decisão de quem ficaria com os direitos de transmissão das Copas de 2002 e 2006.

A publicação do documento ocorreu depois que o Tribunal Federal da Suíça entendeu que o assunto era de “interesse público”. O documento de 42 páginas mapeia um esquema de corrupção que tomou conta da Fifa. Tudo começou quando o Tribunal de Zug decidiu investigar a quebra da empresa de marketing da Fifa, a ISL. O que descobriu foi uma ampla rede de subornos.

Em 2010, porém, o caso foi encerrado depois de um acordo entre os cartolas e o procurador suíço, envolvendo a devolução de US$ 2,5 milhões dólares pelos envolvidos à Fifa. Agora, revela uma verdadeira teia de corrupção na cúpula do futebol mundial.

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