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França

Armstrong abala 100ª edição da Volta da França acusando ciclistas de doping

Equipe Radioshack-Leopard treina nesta sexta-feira em Porto Vecchio, na Córsega, onde será dada a largada neste sábado da 100ª edição da Volta da França.
Equipe Radioshack-Leopard treina nesta sexta-feira em Porto Vecchio, na Córsega, onde será dada a largada neste sábado da 100ª edição da Volta da França. REUTERS/Benoit Tessier

A 100ª edição da Volta da França começa neste sábado na ilha da Córsega e já é marcada por suspeitas de doping. Em uma entrevista publicada hoje no jornal Le Monde, Lance Armstrong, ciclista campeão despojado de seus sete troféus por doping, diz que "é impossível vencer a corrida sem uso de substâncias proibidas.

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Na entrevista, o americano afirma que "é impossível ganhar um evento de resistência como a Volta da França, no qual o oxigênio é fundamental, sem doping". O texano explica que o hormônio EPO, que estimula a medula óssea a elevar a produção de células vermelhas do sangue, não ajuda um velocista a ganhar 100 metros, mas vai ser crucial para um circuito de 10.000 metros. "É óbvio", declara o americano. Armstrong aponta nesta entrevista não ter "inventado o doping", que "existe desde os tempos antigos e sempre vai existir". Ele também considera que a cultura de doping "nunca vai acabar" no ciclismo.

O presidente da União Ciclística Internacional (UCI), Pat McQuaid, reagiu rapidamente às declarações do texano, com um comunicado no qual afirma que Armstrong está "errado" em pensar que a Volta da França não pode ser vencida sem doping. "É muito triste que Armstrong tenha decidido dar essas declarações na véspera da largada do 100° aniversário da competição", lamentou o presidente da UCI.

Armstrong teve a maioria de seus títulos confiscados em outubro passado e foi cortado para sempre do esporte profissional, após uma investigação da agência americana de luta contra o doping (USADA) que comprovou que ele participou ativamente "do programa de doping mais sofisticado já visto na história do esporte". Depois de anos de desmentidos, o ex-ciclista confessou em meados de janeiro ter recorrido ao doping durante sua carreira.

Brasil tem um ciclista na Volta da França

O ciclista catarinense Murilo Fischer, da equipe FDJ.fr, é o único brasileiro entre os 198 corredores que estarão amanhã na linha de largada da Volta da França, cento e dez anos após sua criação. Este ano, a prova começa em Porto Vecchio, na ilha da Córsega, e termina no dia 21 de julho no Champs-Elysées, após atravessar o país e paisagens espetaculares como os montes de Saint-Michel e Ventoux, o lago de Serre-Ponçon, nos Alpes, e Versalhes. Ao todo, os ciclistas vão percorrer 3.404 km.

O britânico Chris Froome, da Sky, parte como favorito no bolão de apostas depois de ter encerrado a prova em segundo lugar no ano passado, atrás do campeão Bradley Wiggins.

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