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Rússia/Jogos Olímpicos

Em meio a polêmicas, começam Olimpíadas de Inverno em Sochi

Provas de classificação do snowboard abriram as competições esportivas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi.
Provas de classificação do snowboard abriram as competições esportivas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi. REUTERS/Mike Blake

Nesta quinta-feira, aconteceram as primeiras provas das Olimpíadas de Inverno em Sochi, no Cáucaso russo. A abertura oficial dos Jogos está programada para sexta-feira e 44 chefes de Estado devem participar da cerimônia. No entanto, a polêmica em torno das violações dos direitos humanos na Rússia está por toda parte - até no fato de que a lista com os nomes das personalidades políticas que comparecerão ainda não foi divulgada.

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Se o clima político anda acalorado, os atletas encaram o frio. Quando o inglês Billy Morgan inaugurou a pista do Snowboard Slopestyle, que é a versão acrobática da modalidade, os termômetros marcavam seis graus negativos. Morgan ficou em sexto lugar na classificação de seu grupo. Quem obteve a melhor pontuação foi o canadense Maxence Parrot: 97,50 sobre 100. Ao lado de seu compatriota Sébastian Toutant, ele havia criticado estrela americana do esporte, Shaun White, que, na última hora, desistiu de participar da prova.

O Slopestyle estreou os Jogos Olímpicos de Inverno, mas ainda hoje acontecem provas de esqui acrobático e de patinação artística em equipes. Junto com o próprio slopestyle, essa última modalidade é a grande novidade do programa e conta com todas as estrelas da categoria, como o canadense Patrick Chan, três vezes campeão do mundo e o russo Evgeny Plushenko, também três vezes medalista olímpico. Além do masculino, acontecem provas femininas e de casais. No total, mais de 2500 atletas de 80 países disputam 264 medalhas.

Tensão Política
A lista dos chefes de Estado que assisistirão à cerimônia desta sexta-feira, em que a pira olímpica será acesa, é guardada a sete chaves. Mas sabe-se que o presidente chinês Xi Jinping comparecerá, ao contrário dos presidentes da França, François Hollande, dos Estados Unidos, Barack Obama e da Alemanha, Joachim Gauck.

Embora nenhum dos chefes de Estado tenha dito isso diretamente, essas ausências foram interpretadas como um protesto contra as violações de direitos humanos na Rússia, principalmente com relação aos homossexuais. No ano passado, Moscou adotou uma polêmica lei que proíbe o que chama de "propaganda" gay.

Em entrevista exclusiva aqui para a Rádio França Internacional, o o presidente da Confederação Brasileira de Desportes na Neve, Stefano Arnhold, afirmou que os atletas brasileiros estão concentrados em obter bons resultados e não devem entrar na polêmica que cerca os Jogos.

Lei anacrônica
Os presidentes da França, François Hollande, dos Estados Unidos, Barack Obama e da Alemanha, Joachim Gauck, já anunciaram que não viajam a Sochi para ver a pira olímpica ser acesa. A tocha chegou ao Cáucaso, depois de atravessar 65 mil quilômetros na Rússia, passar pelo monte Elbruz, pico mais alto da Europa, e até pelo espaço.

Embora nenhum dos chefes de Estado tenha dito isso diretamente, essas ausências foram interpretadas como um protesto contra as violações de direitos humanos na Rússia, principalmente com relação aos homossexuais. No ano passado, Moscou adotou uma polêmica lei que proíbe o que chama de "propaganda" gay.

Hoje, o secretário geral das Nações Unidas Ban Ki-moon, que será um dos portadores da tocha, condenou a discriminação aos homossexuais na Rússia. Embora não tenha feito referência direta à lei, ele disse diante do Comitê Olímpico Internacional que "o ódio, qualquer que seja, não deve ter lugar no século XXI". E pediu que todos "levantem as vozes contra os ataques às lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais".

Indiretamente, o vice-Primeiro Ministro russo respondeu ao apelo de Ban Ki-moon: "A propaganda política durante eventos esportivos é proibida pela Carta Olímpica e pela lei russa", declarou a jornalistas. Em defesa da lei "anti-propaganda" gay, ele afirmou que "a Rússia não restringe os direitos de cidadãos com base em sua sexualidade" e meio que defendeu o direito de os "gays fazerem propaganda de sua sexualidade, desde que não impliquem as crianças". Os Jogos de Inverno de Sochi duram até o dia 23 de fevereiro.

 

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