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Futebol/ Copa 2014

Pelé diz que ambiente no Brasil está mais “calmo” e espera final com a França

Rei Pelé traz a taça da Copa a Paris e encanta a imprensa
Rei Pelé traz a taça da Copa a Paris e encanta a imprensa REUTERS/Gonzalo Fuentes

Durante sua estada de dois dias em Paris para promover a Copa no Brasil e acompanhar a escala francesa do troféu de Campeão do Mundial da Fifa, o Rei Pelé defendeu uma final entre Brasil e França para “uma revanche”. O tricampeão mundial disse ainda que os atrasos do país na organização do evento preocupam, mas considera o ambiente social “mais calmo” e voltou a pedir para os torcedores não associarem a festa do futebol com a corrupção na política.

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"Nós temos problemas, não estamos prontos ainda, mas tenho certeza que vamos estar prontos para a Copa”, declarou Pelé ao ser questionado sobre os problemas enfrentados pelo país durante uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (10), na prefeitura de Paris. “Ainda faltam poucos detalhes e vamos trabalhar firme para que tudo esteja perfeito para esse Mundial”, acrescentou, sem dar maiores detalhes sobre as obras que ainda precisam ser finalizadas.

“Todo mundo está preocupado com o que pode acontecer. Durante a Copa das Confederações, tiveram algumas manifestações, na época, eu pedi para os manifestantes de respeitar a seleção brasileira porque é a que mais promove o país”, lamentou.

“Os jogadores só promovem o Brasil e não têm culpa se temos corruptos na política, se eles fazem corrupção. Muita gente não entendeu”, lamentou Pelé. “Felizmente o país foi campeão na Copa das Confederações, e está tudo mais calmo. Espero que tenhamos uma Copa do Mundo mais tranquila, de paz, porque vão ser tomadas providências importantes para isso. Espero que tudo saia bem”, afirmou.

Sobre a seleção brasileira, Pelé voltou a demonstrar confiança na seleção de Luiz Felipe Scolari , mas chamou atenção para os adversários que podem atrapalhar o sonho do heptacampeonato em casa.

“Acho que é uma das mais fortes no momento. Temos a Espanha que joga junto há oito anos, a Alemanha que está muito bem. Mas é importante não desrespeitar uma Argentina, uma Itália com que a gente terá que jogar. Serão jogos difíceis”, prevê.

Pelé fez questão de chamar atenção para o problema do ataque na seleção, sem, no entanto, sugerir nomes para reforçar o setor ofensivo. “Pela primeira vez na história do Brasil temos a defesa melhor que o ataque. Desta vez, a defesa, do meio campo para trás, é muito boa. Espero que até a Copa do Mundo a gente tenha o time certo”, opinou.

“Sempre tivemos um ataque forte, desde a época do Zico, Vavá, Pelé, Jairzinho... E nesse mundial estamos com dificuldades. A esperança é com o Neymar, um menino de 22 anos”, completou. Segundo Pelé, a transferência de Neymar do Santos para o Barcelona foi positiva no sentido de diminuir a pressão sobre Neymar no próprio país. “ Mas a pressão não está só encima dele, mas de todos”, completou.

Pelé também não vê diferença no valor entre a atual Taça da Copa do Mundo da Fifa, atribuída desde 1974, com o Troféu Jules Rimet, conquistado pela seleção brasileira após a terceira conquista do título.

“O valor é o mesmo. O importante é que o Brasil tem o maior número de títulos. No caso da Jules Rimet, tive a sorte de erguê-la e estar com ela no Brasil”, disse. “Vai ser uma Copa difícil, com uma pressão muito grande. Mas espero que a final seja contra a França. E espero que vamos ganhar desta vez”, insistiu.

Troféu de campeão

Pelé esteve em Paris neste domingo e segunda-feira como Embaixador especial do Troféu de Campeão da FIFA, que faz um giro por 60 países ao redor do mundo. O evento é financiado por um dos maiores patrocinadores do Mundial. Na capital francesa, a Taça foi apresentada pelo Rei e ficou exposta durante dois dias em um estande montado na frente da prefeitura.

Com o acesso gratuito, milhares de pessoas posaram em frente ao Troféu de ouro que será erguido pelo campeão da Copa no dia 13 de julho. A foto era oferecida segundos depois para os torcedores. Foram mais de 2.300 fotos no domingo e a expectativa era de atingir mais de 5 mil fotos nos dois dias de passagem da Taça por Paris.

“Estou muito feliz porque é um dos sonhos da minha vida de ver o troféu de uma Copa do Mundo. E ainda mais sabendo que uma Copa do Mundo tão sonhada no Brasil, país do futebol, a emoção é maior ainda”, disse a estudantes Muriel, de 20 anos, fã de futebol. 

Marcial Lipeb, estudante em informática de 23 anos, deixou de assistir uma aula para tirar uma foto ao lado do troféu. “Estou muito contente com minha foto, eu até perdi uma aula, só para poder tirar essa foto e valeu a pena, estou muito contente de ter visto o troféu da Copa do Mundo”, completou. “É uma ocasião especial. Não é sempre que tempos a oportunidade de ver de perto. Pagaria o preço que fosse”, completou.

Julien Genaro
Julien Genaro E. Ramalho

“É uma grande emoção, todo mundo quer ver a taça. Infelizmente não podemos tocá-la, mas é emocionante só de vê-la”, disse o estudante de Administração, Julien Genaro, de 23 anos. Segundo ele, ao ver o troféu de perto, deu ainda mais vontade de assistir a Copa no Brasil. “Quem sabe não ganho em algum sorteio”, disse esperançoso.

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