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Brasil/Copa

Brasil busca terceiro lugar na Copa por "honra e dignidade"

David Luiz exibe camiseta de Neymar antes do jogo contra a Alemanha.
David Luiz exibe camiseta de Neymar antes do jogo contra a Alemanha. Foto: Reuters

A seleção brasileira busca motivação na tradição e história do futebol do país e os jogadores pretendem honrar a camisa jogando com dignidade a partida pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. A opinião é do capitão Thiago Silva e é respaldada pelo treinador Luiz Felipe Scolari que participaram de uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (11) no estádio Mané Garrincha, local da partida contra os holandeses neste sábado. 

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Elcio Ramalho, enviado especial a Brasília,

"A motivação, pelo menos da minha parte, é a maior possível, mas com um objetivo diferente. Não vai ser o primeiro lugar em disputa, mas nossa honra e dignidade", declarou. "Quando você veste uma camisa com cinco estrelas você tem que respeitá-la acima de tudo. A motivação em vestí-la está acima de qualquer coisa", acrescentou.

"Independentemente de virmos de uma derrota dura como a última (contra a Alemanha), temos tudo para virar a página e seguir em frente", declarou. "Teremos a Holanda pela frente, uma adversária muito qualificada", disse Thiago Silva, lembrando que o time holandês é praticamente o mesmo que eliminou o Brasil nas quartas de final da Copa de 2010. "Não quero sair de campo triste de novo" , afirmou o capitão do brasileiro.

Realizada na véspera do jogo decisivo pelo terceiro lugar da Copa, a entrevista coletiva foi permeada pelas lembranças e o impacto da goleada de 7 a 1 sofrida para a Alemanha, o pior resultado do Brasil na história dos Mundiais.

Thiago Silva, durante entrevista coletiva no Mané Garrincha.
Thiago Silva, durante entrevista coletiva no Mané Garrincha. Foto: Reuters

Thiago Silva saiu em defesa do treinador brasileiro quando questionado sobre a possibilidade de renovação da seleção, tema que ganhou força depois da derrota humilhante para os alemães em Belo Horizonte.

"Não é o momento de crucificá-lo por um erro ou por qualquer outra razão. Foi um erro do grupo. Quem estava dentro do campo fomos nós jogadores e me incluo nesse grupo. Foi um momento de pane que resultou num resultado trágico", afirmou o zagueiro.

 

Dias difíceis após da "catástrofe"

Felipão admitiu que os dias que se seguiram à "catástrofe" do Mineirão foram e continuam sendo duros e previu que o resultado do jogo deve marcar profundamente os torcedores e a seleção por muito tempo: “Não será de um dia para o outro (que vamos esquecer), mas durante uns 20 anos eu sei que (o resultado) será lembrado por todo mundo”.

O impacto de uma derrota tão dolorosa foi o único momento em que Felipão falou de futuro. Do seu próprio, ele procurou se esquivar e dar poucas dicas do que tem em mente.

"O meu trabalho termina amanhã, com o último jogo da Copa. Esta é a primeira etapa do que combinamos (com a CBF). Depois, entrego meu relatório e vamos ver o que vai acontecer", despistou, enviando a responsabilidade de uma decisão para a direção da CBF.

E o treinador não deixou escapar nenhuma oportunidade de defender seu balanço que considera positivo à frente da seleção. "Não é uma fatalidade que vai apagar todo o nosso trabalho", disse em referência ao resultado contra os alemães. "Foi catastrófico pelo 7 a 1. Se fosse (uma derrota) por 1 a 0, não seria catastrófico, mas teríamos pedido igual", ressaltou.

"Ficou arranhado por ser um resultado catastrófico, mas não temos que nos envergonhar. Temos que nos envergonhar do resultado de 7 a 1 porque em 20, 50, 100 anos de futebol, a gente nunca tinha levado.Mas temos que ver as coisas boas que nos fazem acreditar que fizemos um bom trabalho", disse. "Essa derrota ficou marcada assim como o título da Copa das Confederações (de 2013) e como ficaram marcados 5 títulos mundiais", afirmou.

Luiz Felipe Scolari, treinador não quis falar sobre seu futuro à frente da seleção brasileira.
Luiz Felipe Scolari, treinador não quis falar sobre seu futuro à frente da seleção brasileira. Foto: Reuters

Scolari também procurou valorizar a importância de uma vitória no jogo de amanhã contra a Holanda referindo-se à sua experiência como treinador de Portugal na Copa de 2006.

Na ocasião, os alemães, que sediaram o Mundial, perderam a vaga na final para a Itália e depois venceram os portugueses na disputa pelo terceiro lugar.

"Vi o quanto a Alemanha valorizou o terceiro lugar e foi um ensinamento importante", acrescentou, justificando a importância do resultado para a sequência do trabalho feito no país.

“Pequena alegria”

O treinador também explicou que houve um trabalho na parte psicológica para que os jogadores tivessem a perspectiva de encarar o jogo contra a Holanda como o "principal". “Estamos trabalhando para ganhar o terceiro lugar e dar uma pequena alegria ao povo brasileiro”, confessou.

Devido ao calendário fixado pela organização do Mundial, o Brasil só poderia jogar no estádio mítico do Maracanã se chegasse à final da Copa, o que acabou não acontecendo, gerando uma imensa frustração.

“É frustrante, sim. Eu não dormi muitas noites pensando nesta Copa do Mundo e numa final para o Brasil que não vai acontecer. Mas em nenhum momento eu deixei de ter uma motivação. Eu acho que a gente tem que aprender com o erro desse jogo passado e, com certeza, a gente sairá mais forte", completou.
 

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