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Futebol/Brasil

David Luiz diz que seleção de Dunga deve manter “ligação” conquistada com torcedor

O zagueiro do Paris Saint-Germain David Luiz.
O zagueiro do Paris Saint-Germain David Luiz. REUTERS/Benoit Tessier

O vexame da seleção de Felipão na Copa do Mundo no Brasil faz parte do passado, mas a relação de carinho e confiança vista durante o Mundial deve ser mantida neste novo ciclo que se inicia com Dunga. Essa é a opinião do zagueiro David Luiz, expressada durante uma entrevista exclusiva à Rádio França Internacional, horas antes de embarcar para os Estados Unidos, onde a seleção brasileira disputará amistosos contra a Colômbia e o Equador.

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David Luiz deixou o gramado do Parque dos Príncipes, em Paris, aos 28 minutos do segundo tempo da partida entre PSG e Saint-Etienne, neste domingo (31), válida pela quarta rodada do Campeonato Francês. O brasileiro cedeu seu lugar ao jovem Bahebeck. Apesar de querer ficar no campo até o apito final, David Luiz foi orientado pelo treinador Laurent Blanc a se poupar devido a dores nas costas.

O zagueiro não deixou o campo contrariado e nem sob uma chuva de aplausos como aconteceu minutos antes com Ibrahimovic, autor de três dos cinco gols da vitória do PSG sobre o Saint-Etienne.

Na primeira grande exibição do Paris Saint-Germain em casa, neste início de temporada, David Luiz não escondeu sua satisfação: "Fiquei feliz com a goleada, a cada dia estamos com um entrosamento melhor, crescendo fisicamente e coletivamente. O Lucas e o Ibrahimovic fizeram um excelente jogo”, disse, em referência ao atacante sueco e ao seu compatriota, que não verá nos próximos dias. Lucas, apesar de ter reconquistado a vaga de titular no PSG, não seduziu o novo treinador da seleção brasileira e ficou de fora da lista de Dunga.

“Ser quem eu sou”

Ainda eufórico com o resultado de 5 a 0 do PSG, David Luiz comentou também a sua adaptação ao futebol da França, onde desembarcou em meados de agosto. “Estou me adaptando muito bem. Estou muito feliz aqui. Tem um clima muito bom, uma atmosfera perfeita para se jogar futebol. Estou feliz em todos os sentidos”, insistiu.

E essa felicidade ele espera também dividir com seus companheiros de seleção, em uma nova fase que começa nesta semana com a estreia da era Dunga 2. “É uma nova fase, com novos objetivos e aprendizado que tivemos no passado. É manter as coisas positivas para o futuro, melhorar e crescer a cada dia, porque quando se vai para a seleção tem que ser ambicioso”, afirmou. “Tem que pensar que vai representar a melhor seleção do mundo e o país mais lindo do mundo. Todos os dias, temos que buscar nossas oportunidades”, acrescentou.

Para David Luiz, as derrotas nos últimos dois jogos da Copa não devem arranhar a imagem da seleção junto aos torcedores. “Nós ligamos muito a seleção com o público brasileiro, com o nosso povo. Eles [os brasileiros] vibraram muito com a gente quando conquistamos [as vitórias], e choraram quando a gente ficou triste. Acho que essa ligação já existe”, acredita.

“Muitas vezes não é só o resultado que liga, é o que você está mostrando dentro do campo, o caráter. Essa ligação já existe e acho que a gente só vai dar continuidade e, quem sabe no futuro, em cada jogo, a gente possa alegrá-los [os torcedores]”, disse.

Aos 27 anos, David Luiz espera contar com sua experiência neste novo ciclo que se inicia com os jogos contra a Colômbia e o Chile. “O meu papel não é só com o Dunga, não é só na seleção, mas é também no clube, é tentar fazer o melhor na equipe que eu estiver representando, é sempre estar mostrando a pessoa que sou, tentando sempre ajudar com alguma experiência que já tenho”, afirmou.

“Na seleção, vou tentar fazer o papel que eu sempre tive: ser quem sou, nunca mudar e mostra o meu verdadeiro eu, dentro e fora de campo”, concluiu.

Marquinhos volta à seleção com os “pés no chão”

Zagueiro reserva do PSG, mas que voltou a ser titular com a ausência de Thiago Silva, afastado dos gramados devido a uma lesão, Marquinhos também deixou sorridente o Parque dos Príncipes após a vitória do time parisiense.

“Hoje foi o primeiro jogo que a gente confirmou que está bem. O resultado foi importante para retomar a confiança e a mentalidade de jogo. Temos que pensar em melhorar sempre para chegar cada vez melhor na Liga dos Campeões”, afirmou o jogador que começou sua segunda temporada pelo PSG.

Chamado por Luiz Felipe Scolari apenas uma vez para amistosos, Marquinhos foi convocado nesta primeira lista de Dunga e pode se tornar um nome certo na equipe. “A minha expectativa é das melhores, mas eu chego com os pés no chão. A gente sabe que é duro, tem que trabalhar mais forte para demonstrar porque está lá”, disse, prudente.

O fato de jogar ao lado de dois titulares da zaga brasileira contribui para dar mais visibilidade ao futebol do jovem zagueiro, de apenas 20 anos.

“Influência, sim. Estou sempre sendo confrontado quando jogo ao lado dos dois, eles que são dois grandes zagueiros e com muitos títulos na carreira. É importante para mim, mas sei também que [a convocação] é fruto do meu trabalho e do progresso que eu venho fazendo, e quero continuar assim”, afirmou.

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