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Futebol/Brasil

Jogadores veem jogo difícil contra a França e oportunidade para minimizar "efeito Copa"

O atacante Firmino, no hotel da seleção brasileira, em Paris. (25.03.15)
O atacante Firmino, no hotel da seleção brasileira, em Paris. (25.03.15) Foto: Elcio Ramalho/RFI

Fora de campo, os jogadores da seleção brasileira mostram um discurso bem afinado quando falam da França, o adversário da equipe nesta quinta-feira (26) no Stade de France. Muitos veem a rivalidade de alto nível entre as duas equipes como outra boa chance de mostrar a "volta por cima" do Brasil depois da Copa e, ao mesmo tempo, garantir uma vaga na equipe de Dunga.

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Oscar, meio campista que esteve em campo no fracasso da seleção na Copa, acredita que o Brasil sob a era Dunga já mostra uma nova imagem do futebol brasileiro. “No começo, foi difícil para a gente. Viemos de uma derrota na Copa do Mundo. O Dunga conversou bastante e nos deu muita confiança. Pediu para a gente erguer a cabeça e mostrar nosso futebol. É o que a gente vem fazendo porque temos campeonatos importantes pela frente", afirmou o meio campista, em referência à Copa América no meio do ano.

"A seleção está superando. Lógico que tem coisa que não se esquece de uma hora para a outra, principalmente para mim, que vivi aquele momento. Mas os jogos estão aí para a esquecer cada vez mais o que aconteceu na Copa. E, agora, é tentar melhorar o que a gente errou para vencer os jogos", afirmou o jogador, que se tornou uma peça importante no esquema da equipe.

O jogador Oscar falou com a imprensa nesta quarta-feira (25/03)
O jogador Oscar falou com a imprensa nesta quarta-feira (25/03) Foto: Elcio Ramalho/RFI

Oscar conhece bem a seleção francesa, já que esteve em campo na vitória brasileira por 3 a 0, no amistoso em Porto Alegre, em 2013. "É uma equipe de tradição como a nossa. Vai ser um clássico e a gente sabe que vai ser difícil, mas a gente espera vencer", disse.

"Com o Dunga, o time está com gana de vencer todos os jogos e mostrar um futebol bonito. A gente está tentando fazer isso. E estamos jogando um futebol bonito”, afirmou, ao se referir às seis vitórias da equipe.

Experiência, mas não garantia de vaga

Outro veterano da seleção, Robinho foi titular do Brasil na Copa de 2010, sob o comando de Dunga. O atacante do Santos voltou a ganhar a confiança do treinador na nova convocação.

"Eu devo (a  volta) ao meu trabalho e dedicação nos treinamentos. Eu tenho uma ótima relação com ele, mas tudo depende de meu desempenho no clube. Se eu não estivesse bem no Santos, não teria sido convocado", acredita. "Tenho que trabalhar sério, sempre com humildade e com a mesma alegria de estar na seleção. Se ele precisar, vou estar à disposição", completou.

Questionado se a sua experiência pode beneficiar os novatos da seleção, Robinho descartou o peso da maturidade. "Eu sou um jogador mais velho, já disputei muitas competições. Mas acho que a responsabilidade é de todos os jogadores. Se tenho que algo a passar é que, com o Brasil, não tem jogos amistosos: tudo o que fazemos aqui na seleção é importante. Todo mundo tem responsabilidade. Estar na seleção é uma responsabilidade para todos", acrescentou.

"O Dunga está trabalhando para dar uma nova cara à seleção e espero que nesses dois jogos a gente possa ir bem, para ser lembrado para a Copa América", disse. Sobre a França, o atacante lembrou que o futebol praticado na Europa é mais rápido do que o brasileiro, mas acredita no futebol da seleção. "Vai ser difícil, mas temos tudo para vencer", acredita.

Robinho, durante entrevista coletiva em Paris.
Robinho, durante entrevista coletiva em Paris. Foto: Elcio Ramalho/RFI

Atacante assustado

Muito assediado pela imprensa, Roberto Firmino mostrou que ainda não está muito acostumado a conceder entrevistas coletivas. Ele se esforçou para afastar a timidez diante de uma grande quantidade de microfones.

Questionado sobre a possível titularidade contra a França,depois de ter sido escalado como titular no coletivo de terça-feira (24), o atacante do clube alemão Hoffenheim foi cauteloso e contou  ter ficado surpreendido quando Dunga deu a ele o colete para atuar ao lado de Neymar:

"Eu não sabia, não esperava, foi uma surpresa", confessou. Ele ainda não se considera dono da camisa 9 no jogo contra a França. "Ele (Dunga) não falou nada, vamos esperar amanhã", disse.

Firmino também foi quase monossilábico ao explicar as orientações que recebeu do treinador: "Ele pediu para eu não ficar parado, me movimentar e procurar me aproximar dos outros jogadores para fazer as jogadas".

Sobre seu entrosamento com Neymar, ele foi bem enfático: "Foi bom, ele é um idolo para todos nós, é meu também. Jogar ao lado dele é bom, (ele tem) uma qualidade enorme".

Mas o sorriso aparece, ainda que timidamente, para explicar seu sentimento de estar no seleto grupo. "Sempre foi o meu sonho estar aqui hoje; esse é o momento certo, estou no lugar certo", resume.
 

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