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Futebol/Brasil

Amistoso entre Brasil e França, em Paris, servirá de teste para as duas seleções

Treino da seleção brasileira na quarta-feira (25), em Paris.
Treino da seleção brasileira na quarta-feira (25), em Paris. REUTERS/Gonzalo Fuentes

Para o Brasil, que está se reconstruindo do trauma da Copa, enfrentar a seleção francesa nesta quinta-feira (26) no Stade de France será um bom teste para avaliar o verdadeiro nível da equipe de Dunga. Até agora, foram seis jogos e seis vitórias desde que ele reassumiu o comando da seleção, em julho do ano passado. A seleção também pode quebrar um tabu de nunca ter vencido no famoso estádio.

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O confronto com a França traz também o peso da história. Foram 14 confrontos entre as duas seleções, com cinco vitórias para cada uma e quatro empates.

No Stade de France, as duas equipes se enfrentaram três vezes: a primeira foi na final da Copa de 98, com a vitória francesa por 3 a 0, resultado que garantiu o primeiro e único título de campeã mundial até agora. Em 2004, o amistoso de comemoração do centenário da Fifa terminou em empate sem gols. No confronto mais recente, em 2011, o Brasil voltou a perder, por 1 a 0, em outro amistoso.

O jornal esportivo francês L’Équipe diz que a seleção brasileira não faz mais ninguém sonhar. Entre os motivos, além da derrota humilhante de 7 a 1 para a Alemanha na Copa de 2014, estaria o "estilo Dunga", conhecido como defensivo demais.

Na quarta-feira, (25) durante a a tradicional entrevista coletiva na véspera da partida, o treinador brasileiro respondeu aos críticos e revelou o estilo que o comando técnico pretende impor à seleção. "Nós queremos uma equipe moderna, que seja compacta, que tenha agressividade, mas sem perder a essência do futebol brasileiro, que é o drible, a criativiade", afirmou. "Mesmo com o pouco tempo de treino, é preciso otimizar esse tempo para buscar o melhor", concluiu.

Novidades nos ataques das duas seleções

Na entrevista, Dunga não quis confirmar a entrada de Roberto Firmino como titular ao lado de Neymar. Aliás, fez segredo total sobre a equipe que vai entrarem campo. A mensagem é clara: "Quem está dentro não deve se sentir seguro. Quem não está não deve se sentir fora. Estamos observando todos os jogadores". Dunga confirmou trabalhar com uma base regular de jogadores, mas negou ter uma lista fechada para a disputa da Copa América, que começa em junho no Chile.

Se o ataque do Brasil terá Firmino como novidade, o treinador francês Didier Deschamps também deverá promover a estreia de um atacante em sua equipe: Nabil Fekir, do Lyon. Ele vai estar ao lado de Benzema, que vai ser o capitão dos Bleus pela primeira vez.

Essa outra mudança do técnico Didier Deschamps é vista como um reconhecimento da experiência e da boa fase de Benzema no Real Madrid. Apesar de amistoso, Deschamps se mostrou entusiasmo em reencontrar o Brasil de Dunga. "É um jogo de muito prestígio. O Brasil é conhecido no mundo inteiro, é o país do futebol. Vimos durante a Copa do Mundo a paixão, o fervor popular”, disse Deschamps.

O francês preferiu destacar o histórico da seleção e a qualidade de seus jogadores. “O futebol dos brasileiros está presente em todos os campeonatos e eles são cinco vezes campeões mundiais. Será interessante tê-los como adversários. Nosso objetivo é a preparação para a Eurocopa, por isso é importante enfrentar as melhores seleções do mundo, e o Brasil faz parte das melhores nações do mundo", concluiu.

O jogo no Stade de France serà às 21hs, em Paris, 17 hs, em Brasília.

 

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