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Tóquio/JO-2020

Custo faraônico de estádio olímpico de Tóquio provoca renúncia de ministro

Imagem do projeto futurístico que levou à renúncia do ministro dos Esportes japonês.
Imagem do projeto futurístico que levou à renúncia do ministro dos Esportes japonês. Imagem da

O ministro japonês dos Esportes entregou o cargo nesta sexta-feira (25) devido à polêmica com o custo do projeto de construção do estádio para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, orçado em cerca de R$ 8,25 bilhões. "Entreguei o cargo ao primeiro-ministro por telefone ontem à tarde (quinta-feira)", declarou o ministro Hakubun Shimomura nesta sexta-feira, em coletiva de imprensa. "Criei complicações e preocupações ao país", lamentou.

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Hakubun Shimomura ficará no cargo até a reforma ministerial, prevista para o próximo mês, a pedido do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. O anúncio da saída do ministro aconteceu um dia depois da publicação de um comunicado em que ele assumiu a responsabilidade pelo fiasco do projeto do estádio olímpico de Tóquio.

Em meados de julho, o primeiro-ministro descartou o projeto do arquiteto britânico Zaha Hadid, que já tinha sido aprovado, quando os custos para a construção atingiram o dobro do orçamento inicial. A obra, se levada a cabo, faria do estádio japonês o mais caro do mundo. Um novo projeto será escolhido nos próximos meses.

Este fracasso com aconstrução do estádio do Tóquio atrasou as obras, envergonhando os responsáveis, que terão que encontrar uma nova solução para a Copa do Mundo de Rúgbi-2019, que o Japão também sediará. Na cultura japonesa, provocar um constrangimento público é motivo suficiente para a renúncia dos políticos e até suicídio.

Os organizadores afirmaram também que seria difícil entregar o estádio pronto até janeiro de 2020, como pede o Comitê Olímpico Internacional. A cerimônia de abertura dos Jogos de 2020 está prevista para o dia 24 de julho.

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