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Fifa/Corrupção

Blatter, Valcke e Platini são suspensos por 90 dias da Fifa

Joseph Blatter e Michel Platini (à direita) fotografados na sede da Fifa, em maio de 2015, em Zurique.
Joseph Blatter e Michel Platini (à direita) fotografados na sede da Fifa, em maio de 2015, em Zurique. AFP/AFP/Archives

A Comissão de Ética da Fifa suspendeu nesta quinta-feira (8) por 90 dias o presidente demissionário da entidade, Joseph Blatter, o secretário-geral, Jérôme Valcke, já afastado de suas funções, e o presidente da Uefa, Michel Platini, candidato à sucessão de Blatter. Eles estão proibidos de exercer qualquer atividade relacionada com o futebol. A suspensão tem efeito imediato.

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O ex-vice-presidente da Fifa, Chung Moong-joon, outro candidato à sucessão de Blatter, foi punido pela comissão de ética com exclusão de seis anos da entidade. Além disso, o sul-coreano foi condenado a pagar uma multa de 100.000 francos suíços, cerca de € 91 mil.

Em comunicado, a comissão de ética informa que as suspensões de Blatter, Valcke e Platini poderão ser prorrogadas por 45 dias e acontecem no âmbito das investigações internas sobre o escândalo de corrupção na cúpula da federação.

Acusações

Blatter é alvo de uma ação penal na Suíça, acusado pela Justiça local de ter "assinado um contrato desfavorável" à Fifa com a União Caribenha de Futebol. Ele teria vendido direitos de transmissão dos jogos das Copas de 2010 e 2014 a essa entidade subordinada à Concacaf por preços bem abaixo do mercado. Além disso, Blatter também é acusado de pagamento indevido de 2 milhões de francos suíços (€ 1,8 milhão) a Platini, em 2011.

Valcke é suspeito de ter vendido ingressos da Copa do Mundo do Brasil no mercado negro. Quanto a Chung, ele é acusado de ter tentado favorecer seu país, a Coreia do Sul, na disputa pela Copa de 2022, que acabou sendo atribuída ao Catar. Antes do anúncio, Chung admitiu que poderia ter pego uma suspensão de 19 anos.

Platini e Blatter se defendem

Platini, que tinha antecipado sua suspensão, publicou uma nota na manhã desta quinta-feira se defendendo de qualquer irregularidade. O francês acusou uma fonte oficial da Fifa de ter vazado as sanções à imprensa, com o objetivo deliberado de prejudicar sua imagem.

O presidente da Uefa reafirmou sua "vontade de cooperar em conformidade com as mais estritas regras de procedimento", acrescentando: "a FIFA, entretanto, violou claramente essas regras". "Eu sempre agi e falei com honestidade, coragem e franqueza, porque eu acho que é meu dever moral", diz Platini no texto. Ele acrescentou que não poupará esforços para garantir que a verdade prevaleça.

Platini informou ter "enviado" nesta quinta as cartas de apoio necessárias para validar sua candidatura à sucessão de Blatter. O porta-voz da comissão de ética da Fifa destacou que a suspensão do francês não invalida, em princípio, a candidatura de Platini para a eleição marcada para 26 de fevereiro de 2016. Segundo o porta-voz, cabe à comissão eleitoral da Fifa avaliar a viabilidade das candidaturas.

Para Blatter, a comissão de ética da Fifa não teria respeitado suas próprias regras ao determinar sua suspensão de 90 dias sem tê-lo ouvido. No comunicado enviado por seus advogados nos Estados Unidos e na Suíça, Blatter se diz "dececpcionado com a comissão, que não teria respeitado seu código de ética e o código de disciplina da entidade". Segundo o presidente da Fifa, a comissão se baseou em uma "interpretação equivocada" da ação iniciada pela Justiça suíça contra ele.

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