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Extradição/EUA

Ex-presidente da CBF José Maria Marin aceita ser extraditado para os EUA

José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). REUTERS/Paulo Whitaker/Files

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin concordou em ser extraditado para os Estados Unidos. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (28) pelo Escritório Federal de Justiça da Suíça (FOJ). Marin é um dos sete ex-membros da Fifa detidos em Zurique no final de maio por suspeita de envolvimento no maior escândalo de corrupção já revelado dentro da entidade.

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Em comunicado, o FOJ declarou que não divulgará qualquer informação sobre quando Marin será extraditado. Mas, de acordo com a lei de assistência jurídica mútua internacional, a polícia dos Estados Unidos tem dez dias para levá-lo para o país.

Inicialmente, Marin, de 83 anos, havia rejeitado a extradição, mas finalmente cedeu ontem (27). Segundo a imprensa brasileira, o estresse que o ex-presidente da CBF sofreu durante o período em que passou detido e sua idade avançada foram fatores que pesaram na decisão.

Outro suspeito no escândalo que aceitou ser transferido aos Estados Unidos é o ex-vice-presidente da Fifa, Jeffrey Webb. Ele foi extraditado no último dia 15 de julho. Os outro cinco acusados resistem à decisão e seguem detidos em Zurique.

Subornos de mais de US$ 100 milhões

A justiça norte-americana pediu a extradição do ex-presidente da CBF e dos demais detidos por suspeita de aceitar subornos de mais de US$ 100 milhões. O pedido formal, apresentado em 1º de julho de 2015 pelos Estados Unidos para a Suíça, é baseado em um mandado de prisão de 20 maio de 2015, emitido pela procuradoria de Nova York.

Marin é suspeito de ter aceitado e dividido com outros líderes subornos ligados à atribuição de direitos de marketing para as Copas América de 2015, 2016, 2019 e 2023, e para a Copa do Brasil de 2013 a 2022. No entanto, seus advogados alegam que não existes provas suficientes para incriminá-lo e estariam estudando um acordo com a justiça norte-americana para que o ex-presidente da CBF possa cumprir sua pena em prisão domiciliar.

(Com informações da AFP)

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