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Esportes

“Meu gol é mais bonito que o do Messi”, diz Wendell Lira

Áudio 04:41
Tela de computador que exibe a página web da FIFA, onde todos podem votar pelo seu candidato favorito para o Prêmio Puskas-greatest, objetivo do ano. Montevidéu, 01 de dezembro de 2015.
Tela de computador que exibe a página web da FIFA, onde todos podem votar pelo seu candidato favorito para o Prêmio Puskas-greatest, objetivo do ano. Montevidéu, 01 de dezembro de 2015. AFP PHOTO / MARIO GOLDMAN

Finalista do prestigioso prêmio Puskás da Fifa, para o gol mais bonito do ano, o goiano Wendell Lira mal disfarça a ansiedade para estar no dia 11 de janeiro em Zurique. Na cerimônia de gala, na sede da entidade, na Suíça, ele acredita poder ofuscar o argentino Messi e voltar para casa com o cobiçado troféu.

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Inspiração, técnica, oportunismo e ousadia. Essa mistura terminou em um gol histórico e tirou do anonimato, da noite para o dia, o atacante Wendell Lira. O jogador mantém vivo na lembrança o gol marcado no estádio Serra Dourada pelo Goianésia na vitória de 2 a 1 contra o Atlético Goianiense, em partida válida pelo campeonato goiano.

E, quando compara com os outros dois finalistas do prêmio, não tem dúvida: “É muito difícil concorrer com muitos jogadores famosos e ser praticamente um anônimo nesta festa, mas eu acho que tenho chances. Muita gente está participando da campanha”, diz, em referência à votação aberta ao público na internet.

Na primeira fase, os fãs puderam escolher seu gol preferido de uma lista de 10 selecionados pela Fifa. Os três finalistas foram anunciados no final de novembro. Wendell Lira concorre com gols marcados pelo italiano Alessandro Florenzi, do Roma, que acertou um chute de 55 metros, e pelo argentino Lionel Messi do Barcelona, autor de um gol considerado antológico. No jogo contra o Atlético de Bilbao, pela Copa do Rei, o camisa 10 do Barcelona disparou do meio de campo, se livrou de quatro adversários com dribles desconcertantes e chutou entre a trave e o goleiro.

Apesar da forte concorrência, o brasileiro acha o seu mais bonito e com chances de levantar o troféu Puskás. “Sou apaixonado por jogadas, dribles, gols marcados depois de vários dribles. O gol do Messi é muito bonito, mas é um gol comum dele. Ele já fez até outros mais bonitos. O do Florenzi também é bonito, mas por outros motivos. O meu gol é o mais bonito pela jogada. Foi uma triangulação muito boa, e com uma conclusão de improviso”, defende.

Aproveitando cada momento

O mais difícil, segundo Wendell, foi ter ficado entre os três finalistas. Ele esperava a notícia a qualquer momento, mas veio da maneira mais inusitada. Quando saia de uma academia, um fã pediu para tirar uma ‘selfie’ e o felicitou pela disputa final do prêmio. “Acreditei, mas cheguei em casa para conferir”, lembra.

Fã de Cristiano Ronaldo, o atacante garante que vai aproveitar a presença em Zurique para pedir autógrafos para Messi, Neymar e seu grande ídolo, o atacante português do Real Madrid. Hoje é reconhecido nas ruas, recebe o carinho de fãs e pedidos de entrevistas de todo o Brasil e até do exterior. “Estou curtindo esse momento, é quase impossível acontecer de novo”, confessa.

Aos 26 anos, Wendell vive seus momentos de glória, ou de sonho, como ele diz. Mas nem sempre foi assim. Desde que marcou o gol pelo Goianésia, no dia 11 de março, chegou a ficar desempregado e só no mês passado foi contratado pelo Vila Nova, também de Goiás.

“Quando soube que meu gol tinha ficado entre os 10 mais bonitos, estava negociando com o Vila Nova e cheguei a receber outras oito propostas, mas preferi fechar com o clube goiano”, afirma. Sem citar valores, ele diz que financeiramente as outras propostas eram mais tentadoras, mas com o time goiano disputando a série B do campeonato brasileiro, ele decidiu seguir adiante com a negociação. “Só saio daqui agora se for realmente uma proposta muito boa ou do exterior”, garante.

“Preciso ser realista. Não é esse gol que vai mudar a minha vida em relação a contratações. Meu plano é mostrar dentro de campo, a partir do ano que vem, e daí esperar propostas de clubes maiores”, projeta. Além de Wendell Lira, outro brasileiro com presença garantida na cerimônia da Fifa é Neymar. Pela primeira vez, o atacante do Barcelona e da seleção brasileira disputa o cobiçado troféu de Bola de Ouro, ao lado de Messi e do português Cristiano Ronaldo.

Em meio à constelação de estrelas do futebol mundial, o atacante do Vila Nova já sabe que viverá um momento inesquecível. “Conhecer essa galera vai ser o maior instante da minha vida e se eu ganhar o prêmio, ainda mais”, comenta, esperançoso de que possa no dia 11 de janeiro, quatro dias depois de completar 27 anos, receber a valiosa recompensa como o maior presente de aniversário.

 

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