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FBI teria provas de que Blatter sabia de subornos na Fifa

Joseph Blatter está sendo investigado pelas autoridades suíças.
Joseph Blatter está sendo investigado pelas autoridades suíças. Reuters/Arnd Wiegmann/

O FBI possui documentos que demonstrariam que o presidente demissionário, da Fifa, Joseph Blatter, tinha conhecimento das práticas de corrupção no caso ISL, que envolveu os brasileiros Ricardo Teixeira e João Havelange, revelou a BBC nesta segunda-feira (7).

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A justiça americana suspeita que Havelange, antecessor de Blatter no cargo (1974-1998), e Teixeira, presidente da CBF de 1989 a 2012, tenham recebido € 92 milhões em subornos da empresa de marketing esportivo ISL, para obter direitos de transmissão de várias competições.

De acordo com a emissora britânica, a justiça americana tem em sua posse uma carta escrita por Havelange, na qual o brasileiro afirma que Blatter tinha "completo conhecimento de todas as atividades", a respeito dos pagamentos da empresa, e "sempre foi informado" de tais pagamentos.

A BBC informou que tentou entrevistar Blatter, mas o dirigente se recusou, de acordo com a emissora britânica. O suíço, que foi o braço direito de Havelange até suceder o brasileiro no comando da Fifa em 1998, alega que nunca teve conhecimento das práticas corruptas.

Blatter é suspeito de gestão desleal e abuso de confiança

O presidente demissionário da Fifa enfrenta na Suíça um caso penal por "suspeitas de gestão desleal e abuso de confiança". Também está sendo investigado um pagamento de dois milhões de francos suíços que Blatter fez a Michel Platini, presidente da Uefa. Os dois estão suspensos por 90 dias.

Na semana passada, a Fifa foi sacudida por mais um terremoto, com o indiciamento de 16 altos dirigentes pela justiça americana, entre eles Teixeira e o atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que se licenciou do cargo.

Dois dos indiciados, presidentes da Concacaf e da Conmebol, Alfredo Hawit e Juan Angel Napout, foram detidos no mesmo hotel de luxo de Zurique onde foram presos outros sete cartolas em maio, quando o escândalo estourou, entre eles o também José Maria Marin, antecessor de Del Nero na presidência da CBF, que hoje cumpre prisão domiciliar em Nova York.

O nome de Blatter ainda não apareceu na investigação americana.
 

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