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FIFA/Congresso

Congresso da FIFA aprova reformas na entidade antes de eleger novo presidente

Apresentação do conjunto de reformas para a FIFA durante o Congresso Extraordinário em Zurique, em 26/02/16.
Apresentação do conjunto de reformas para a FIFA durante o Congresso Extraordinário em Zurique, em 26/02/16. REUTERS/Ruben Sprich

O Congresso Extraordinário da FIFA, aberto na manhã desta sexta-feira (26), em Zurique, sede da entidade, aprovou por ampla maioria o conjunto de reformas apresentado e defendido pelo comitê executivo.

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A FIFA tem 209 membros, mas duas Federações estão suspensas e não podem votar: Kuwait e Indonésia. Dos 207 representantes, 179 aprovaram o pacote de reformas, o que representa 89% do total de votos. Outros 22 votaram contra as sugestões, ou seja, apenas 11%.

A série de mudanças foi proposta por uma comissão de reformas criada pelo comitê executivo e presidida pelo suíço François Carrard. Durante seu discurso ao plenário do Congresso Extraordinário, Carrard explicou que os princípios da reforma são para uma "mudança na cultura da FIFA". O objetivo, insistiu, é de dar mais transparência e democracia à entidade, que enfrenta uma grave crise de credibilidade e se encontra profundamente abalada pelos vários casos de corrupção.

A equipe, segundo Carrard, trabalhou de agosto do ano passado a fevereiro deste ano e se baseou em muitas recomendações de especialistas e em relatórios. “As mudanças vão permitir à FIFA entrar em uma nova era”, afirmou.

Nova governança

Na sequência, dois membros do comitê executivo apresentaram as diversas mudanças que têm como eixo principal a separação das atividades política e executiva da Federação Internacional de Futebol.

Uma das grandes novidades é a criação de um conselho que irá substituir o atual comitê executivo. O novo órgão será composto por 36 membros escolhidos por diferentes entidades. Os representantes, assim como o presidente da FIFA, só poderão eleitos para, no máximo, três mandatos, ou seja, não poderão passar mais de 12 anos no cargo.

Os futuros membros do conselho serão submetidos a testes de integridade. A governança da FIFA obedecerá a vários princípios como a neutralidade política e religiosa e a proibição de qualquer tipo de discriminação.

A entidade também terá novos mecanismos para dar maior transparência às atividades financeiras e a reforma prevê a realização de auditorias anuais a serem realizadas por instituições independentes.

Quem vai suceder Blatter?

O Congresso Extraordinário da FIFA ainda vai eleger nesta sexta-feira o novo presidente da entidade. Cinco candidatos disputam a sucessão do suíço Joseph Blatter, afastando temporariamente de todas as atividades relacionadas ao futebol pelo envolvimento em casos de corrupção.

O xeque Salman Ben Ibrahim Al-Khalifa aparece como o grande favorito, seguido do advogado suíço-italiano Gianni Infantino, secretário-geral da UEFA, que conquistou apoio da CONMEBOL, a confederação sul-americana de futebol. O príncipe jordaniano Ali Ben Al-Hussein perdeu a eleição de maio do ano passado para Blatter e briga de novo pelo posto.

Além deles, estão na disputa o sul-africano Tokyo Sexwale, considerado o mais fraco na corrida e o francês Jérôme Champagne, ex-diplomata que trabalhou durante 11 anos na FIFA como ex-secretário-geral e ex-diretor de Relações Internacionais durante diversos mandatos de Blatter.

 

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