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Eurocopa

Um terço das federações de futebol da Eurocopa está na mira da UEFA

Torcedores croatas brigaram entre si, no jogo Croácia 2 x 2 República Tcheca na última sexta-feira (17).
Torcedores croatas brigaram entre si, no jogo Croácia 2 x 2 República Tcheca na última sexta-feira (17). REUTERS/Max Rossi Livepic

Depois da Rússia, Croácia, Turquia, Hungria, Bélgica e Portugal, a UEFA anunciou nesta segunda-feira (20) que as federações de futebol da Romênia e da Albânia também são alvo de processos disciplinares, por mau comportamento de torcedores na Eurocopa. No total, oito equipes estão envolvidas em incidentes graves na competição, o que corresponde a um terço dos participantes.

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Na partida em que a Albânia bateu a Romênia por 1 a 0 no domingo (19), em Lyon, os torcedores romenos acenderam sinalizadores na arquibancada, o que é proibido pela UEFA. Já os os torcedores albaneses são visados pela entidade por terem invadido o campo.

A Eurocopa vem sendo marcada por incidentes violentos desde que a competição iniciou, no dia 10 de junho. No mais grave deles, torcedores russos e ingleses promoveram imensas pancadarias em Marselha, no sul da França, antes e depois da partida em que a Rússia e a Inglaterra empataram em 1 a 1. Os incidentes terminaram em várias prisões, expulsões de torcedores russos do território francês e 35 feridos, dois deles em estado grave.

"Terroristas do esporte"

A Croácia foi condenada nesta segunda-feira a uma multa de € 100 mil. Na partida em que empatou em 2 a 2 com a República Tcheca, na última sexta-feira (17), os torcedores croatas interromperam o jogo durante quatro minutos ao lançarem sinalizadores e um foguete no gramado. Depois, brigaram entre eles nas arquibancadas. Como se não bastasse, os torcedores croatas ainda são acusados de racismo. Por isso, os que forem classificados pelas autoridades como hooligans estarão impedidos de comprar ingressos para as partidas da Eurocopa, anunciou a UEFA.

O mau comportamento chegou a irritar a presidente Kolinda Grabar-Kitarovic, que chamou os hooligans de "inimigos da Croácia". "Eles odeiam sua seleção e seu país", escreveu no Facebook, concluindo: "Vocês deveriam ter vergonha!". Já o treinador da Croácia, Ante Cacic, se disse "muito triste" com os incidentes, que aconteceram em um momento em que sua equipe "jogava uma boa partida"."Não são torcedores, são terroristas do esporte", criticou.

Quem também está na mira da UEFA é a federação da Hungria. No último sábado (18), antes do jogo em que a Hungria empatou em 1 a 1 com a Islândia, torcedores húngaros entraram em confronto com seguranças do estádio Vélodrome, em Marselha. Policiais foram chamados para impedir que os acalorados hooligans da Hungria atravessassem uma barreira de segurança na arquibancada para irem provocar os islandeses. Como em várias partidas, eles também atiraram sinalizadores em campo.

Eurocopa da violência

A mídia europeia começa a questionar se essa Eurocopa será lembrada apenas pela violência e o mau comportamento dos torcedores. Na quinta-feira (16), o Ministério do Interior da França anunciou que as forças de segurança do país prenderam 323 pessoas por violência, roubos ou depredação desde o início da competição.

Outro ato de grande repercussão e repudiado pelas autoridades aconteceu em Lille, em que torcedores ingleses, bebendo na rua, atiravam moedas em crianças ciganas. Na noite anterior, confrontos entre britânicos e a polícia da cidade terminaram em 36 prisões e 16 feridos.

Especialistas dizem que uma parte do problema se deve à presença de integrantes de movimentos da extrema-direita entre os torcedores desordeiros. Entre os vinte torcedores russos expulsos do território francês, por exemplo, está o líder ultranacionalista Alexandre Chpryguine.

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