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Rio de Janeiro marca fim da era de Olimpíadas bilionárias, nota pesquisador

Áudio 08:15
Lamartine da Costa, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisador do Comitê Olímpico Internacional (COI).
Lamartine da Costa, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisador do Comitê Olímpico Internacional (COI). Roberto Barroso/ABr VERT

Na reta final para a realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a cidade se apropria de uma nova cara proporcionada pelo evento. Nem todas as promessas terão sido cumpridas, mas o legado das Olimpíadas já aparece, especialmente na área de transportes. Apesar dos benefícios, a opinião do pesquisador do Comitê Olímpico Internacional (COI) Lamartine da Costa, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), os Jogos do Rio marcarão o fim de uma era de megaprojetos bilionários para a organização do evento.

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Um dos maiores especialistas do Brasil no estudo das Olimpíadas, Costa ressalta que a construção de um Parque Olímpico, por exemplo, é uma estratégia ultrapassada. “Os Jogos Olímpicos de grande porte acabam no Rio de Janeiro. É a última cidade em que isso vai ocorrer: não ocorrerão mais Jogos dessa maneira”, afirma Costa. O orçamento da Rio 2016 é de quase R$ 40 bilhões. “Em Tóquio, em 2020, serão utilizadas instalações já existentes, assim como em todas as outras cidades que virão depois. Ninguém mais vai construir Parque Olímpico.”

A tendência para a realização de Jogos em países em desenvolvimento, onde a infraestrutura é deficiente, será reagrupar várias cidades que possuam diferentes instalações esportivas adequadas ou onde poucas adaptações sejam necessárias – e não mais tentar concentrar todas as modalidades em um só lugar. “Os países menos desenvolvidos não precisarão se preocupar com obras gigantescas. A situação havia chegado a um tal porte que apenas grandes e ricas cidades conseguiam se candidatar”, constata.

Fim dos “elefantes brancos”

O objetivo do COI é que mais nenhum país tenha gastos excessivos para a realização das competições. Com a Agenda 2020, o comitê olímpico deseja acabar com os chamados “elefantes brancos”, obras fadadas ao abandono ou ao subaproveitamento depois do encerramento do evento. No Rio de Janeiro, a construção do velódromo é um caso anunciado de infraestutura inútil para a cidade, onde o esporte não é praticado.

Neste aspecto, Costa observa que o Rio de Janeiro tende a se parecer com Atenas, onde o Parque Olímpico ficou às moscas. “Isso pode se repetir no Rio”, indica o pesquisador. Ele destaca, porém, que a realização das Olimpíadas permitiu à capital grega dar um salto de desenvolvimento que beneficia a cidade até hoje, 12 anos depois.

Para ouvir a entrevista completa, clique na foto acima.
 

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