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Rio 2016

Rio 2016: decepção no judô e história no handebol

Seleção brasileira de handebol comemorar a estreia vitoriosa com a torcida da Arena do Futuro.
Seleção brasileira de handebol comemorar a estreia vitoriosa com a torcida da Arena do Futuro. Foto:REUTERS

Distantes por apenas alguns metros no Parque Olímpico da Barra, as Arenas do Futuro e Carioca 2 foram palco de momentos opostos para o esporte brasileiro neste domingo (7) nos Jogos Olímpicos do Rio.

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A seleção brasileira de handebol levou as arquibancadas da Arena do Futuro ao delírio com a vitória histórica sobre a Polônia no retorno da equipe aos Jogos Olímpicos. Com um time bem concentrado e apoiado por uma  torcida vibrante nas arquibancadas, a equipe conseguiu um trinfou inédito em sua estreia: venceu pela primeira vez uma seleção europeia em Olimpíadas.

Com um ginásio lotado e em delírio, a seleção brasileira de handebol dominou a partida e superou a atual terceira colocada do Mundial de 2015. O placar final ficou em 34 a 32.

“Eu nunca tinha jogado com a casa tão cheia assim. É uma sensação única, não tem como explicar. Tudo deu certo, a gente colocou tudo em prática, que foi defender muito bem, atacar com paciência, e conseguimos roubar muitas bolas e contra-atacar, que é o nosso jogo”, disse Lucas Cândido ao final da partida.

“Podemos ir longe, com certeza. Vencemos uma das melhores equipes. Não é de hoje que estamos jogando de igual para igual com qualquer equipe europeia, onde estão as melhores do mundo. Estamos de igual para igual”, avaliou.

O comportamento do público, que vibrava com a equipe em cada gol e nas boas defesas do goleiro Maik, marcou profundamente o jogador Petrus. “Foi um momento inenarrável. Essa atmosfera, esse calor e essa energia do povo brasileiro ajudaram a gente em todos os momentos, nos bons e ruins”, comentou.

Ele também fez questão de elogiar a disciplina da equipe até nos momentos finais, quando a Polônia pressionou e chegou a esboçar uma reação. “Foi fundamental esse primeiro passo que a gente conseguiu dar. Eu esperava que a gente fosse ganhar, mas não desse jeito. Foi mais tranquilo, e no final a gente conseguiu manter a calma", comentou.

“Gosto de jogar no Brasil”

Maior artilheiro da seleção com 7 gols, Zé Toledo foi um dos últimos a sair de quadra após atender dezenas de fãs. A reação do público na Arena do Futuro não chegou a surpreender o jogador, visivelmente emocionado com o carinho dos torcedores.

“Eu esperava, todo mundo contava com isso, afinal estamos em casa, nunca ignoramos o público. A gente nunca deixou de responder aos fãs quando nos enviavam mensagens. A gente está aqui para servir a eles da mesma maneira que eles nos serviram. Finalmente, deu gosto de jogar handebol no Brasil”, declarou.

Zé Toledo foi o artillheiro do Brasil com sete gols.
Zé Toledo foi o artillheiro do Brasil com sete gols. REUTERS/Marko Djurica

O resultado mostrou a dedicação coletiva e foi considerado importante para a equipe superar um outro obstáculo: passar pela primeira vez também da fase de grupos dos Jogos. Ao vencer os poloneses, o objetivo ficou mais perto, mas o discurso ainda é de prudência. 

“É apenas o primeiro passo para o grande objetivo que é a classificação. A gente tem que continuar, continuar e continuar. O passo é pequeno e o caminho é longo, duro e difícil e esse foi apenas um passo. É pé no chão, recuperar e ir para o próximo passo", defendeu.

A seleção brasileira de handebol volta à quadra da Arena do Futuro na próxima terça-feira para enfrentar outra equipe europeia, a Eslovênia. defendeu Zé Toledo.

“Judô segue sem subir ao pódio”

O Brasil se aproximou um pouco mais mas do pódio neste domingo, mas ainda não colocou nenhuma medalha no peito no segundo dia de competições do judê. As maiores esperanças estavam depositadas em Érika Miranda, na categoria até 52 kg. Na disputa pelo bronze, ela perdeu para a japonesa Misato Nakamura, tricampeã mundial.

A luta foi dura no tempo normal, com duas penalidades para cada atleta. No golden score, Érika levou um yuko que a fez perder o combate. “Ela perdeu no detalhe, foi uma luta dura. Infelizmente, um golpezinho definiu”, lamentou Ney Wilson, gestor técnico de alto rendimento da Confederação Brasileira de Judô.

Érika Miranda na luta pelo bronze com a japonesa Misato Nakamura.
Érika Miranda na luta pelo bronze com a japonesa Misato Nakamura. Foto:REUTERS

Antes, pela manhã, Charles Chibana, na categoria até 66 kg, já tinha perdido na estreia para o japonês Masashi Ebinuma. O desempenho inesperado do país aumenta a pressão sobre os atletas pela buscas de medalhas, já que tradicionalmente o esporte leva o Brasil ao pódio.

Blindagem para pressão

No entanto, Ney Wilson afirma eles estão preparados psicologicamente: “A gente ‘blindou’ os atletas em relação a isso. É competição, a gente tem cinco dias pela frente e as possibilidades continuam para melhorar o nosso resultado”.

Atendendo a um pedido para dar uma nota à equipe do judô até o momento, Ney Wilson comentou: “Nota em Olimpíada é medalha. Não chegamos à medalha e sim a uma disputa de medalha. Eu diria que estamos entre o 5 e o 6, e vamos lutar para reverter esse quadro”, finalizou.
 

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