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Brasil/Olimpíada

Le Figaro rasga elogios aos Jogos Olímpicos do Rio

Os jornalistas enviados pelo Le Figaro ao Rio de Janeiro estão encantados com a simpatia dos brasileiros.
Os jornalistas enviados pelo Le Figaro ao Rio de Janeiro estão encantados com a simpatia dos brasileiros. REUTERS/Shannon Stapleton

Quarto dia dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e uma constatação na imprensa francesa: "o espetáculo e um clima contagiante reinam na Cidade Maravilhosa". Apesar das inevitáveis falhas, o Brasil proporciona aos espectadores da Olimpíada um momento mágico e encantador. Os elogios eloquentes são do jornal francês Le Figaro em sua edição desta terça-feira (9).

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A reportagem exala admiração pelos brasileiros e particularmente pelos cariocas. Os visitantes conhecem a realidade social do Rio, a fragilidade econômica e institucional, vieram ao país sabendo que a maioria dos moradores acolhe o evento com desconfiança. Mesmo assim, se adaptando ao costumes locais, escreve o Figaro, quem acompanha os Jogos desfruta de um "parênteses encantado", relata a reportagem.

O texto de três quartos de página é repleto de elogios. Faz menção ao "bom dia" e ao "sorriso sempre presente dos voluntários", que "tem o efeito de um bálsamo calmante e espanta as tensões causadas pelos congestionamentos e as enormes filas de espera" nas entradas dos locais de competição. A cada frase, a admiração aumenta: "O Parque Olímpico do Rio não deixa nada a desejar à Disneylândia; é um cenário onde atletas e espectadores do mundo inteiro desfilam dia e noite com prazer".

"Tem mais mosquito em Paris do que no Rio", diz atleta francês

Para reforçar essa boa impressão, Le Figaro destaca comentários de atletas seduzidos pelo charme dos brasileiros. O número 1 mundial do tênis, Novak Djokovic, derrotado na estreia, "não resistiu às lágrimas de emoção pelo carinho demonstrado pela torcida brasileira".

O judoca francês Teddy Riner, frequentador do Rio, diz à reportagem que viu a cidade crescer e que, se alguns preferem chamar a atenção para os pontos negativos, ele prefere destacar "a energia e a alegria de viver dos cariocas".

O jogador de polo francês Mehdi Maezouki conta que, antes de chegar ao Rio, com tudo o que aparecia na imprensa internacional, ele estava apreensivo. Mas fora uma descarga quebrada em seu apartamento na Vila dos Atletas, tudo funciona às mil maravilhas. "Zika? Eu não vi um mosquito no Rio, vejo muito mais em Paris", diz o atleta. Sobre a segurança, "tudo é checado", afirma. Por sinal, Le Figaro observa que "as forças de segurança patrulham a cidade sem gerar um sentimento de opressão".

Torcida barulhenta compensa arenas vazias

O diário francês embarca na polêmica sobre a ruidosa torcida brasileira, que não estaria tendo um comportamento adequado nas arquibancadas. "É pena que o barulho da torcida brasileira contraria as regras de fair-play, mas pelo menos tem o mérito de criar um ambiente festivo e eletrizante em arenas muitas vezes vazias. Os atletas estrangeiros estão prevenidos: é melhor não cruzar um representante local, a menos que tenha uma capacidade de concentração de monge tibetano", brinca o Figaro.

Falando em atletas brasileiros, Le Figaro diz que Neymar é um "fantasma" na seleção olímpica. Sem inspiração, o jogador do Barcelona decepciona o público e atrai críticas, conclui o jornal.

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