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Mundial/handebol

Mundial de handebol na França vai ter jogo até em estádio de futebol

Seleção francesa treina na Arena do jogo de estreia contra o Brasil.
Seleção francesa treina na Arena do jogo de estreia contra o Brasil. REUTERS/Charles Platiau

A França acolhe a partir desta quarta-feira (11) o Mundial de Handebol e o campeonato é destaque em todos os jornais do país. O evento será visto também como parte da estratégia de reforçar a candidatura de Paris para  organizar as Olimpíadas de 2024. 

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"Pivô do planeta handebol", diz o título do diário econômico Les Echos, fazendo alusão a uma das posições do jogador em quadra. A reportagem indica que a seleção francesa, atual campeã mundial e vice-campeã olímpica, é a grande favorita da competição e tem interesse em mostrar uma bela organização dentro da quadra. Fora dela, o país pretende mostrar com o evento que pode ajudar a candidatura de Paris na disputa para sediar os Jogos Olímpicos de 2024.

O Mundial de handebol vai acontecer em oito cidades e a expectativa é de bater um recorde de público. Pela primeira vez, 500 mil ingressos foram colocados à venda e até um estádio de futebol, o de Lille no norte do país, será adaptado para uma quadra de handebol e deverá acolher 27.500 pessoas, algo inédito no país.

O jornal econômico revela que uma estrutura extremamente profissional está por trás do Mundial. Empresas especializadas de marketing esportivo e de organização de grandes eventos foram contratadas. Um dos objetivos é não deixar os ginásios vazios, e para isso foram colocados à venda ingressos de até € 9 euros, ou seja, menos R$ 30.

Os investimentos foram divididos entre as esferas de poder nacional e das regiões. Outros custos foram cobertos em parte pela Federação Internacional e também pela Federação Francesa de Handebol.

No plano esportivo, Les Echos lembra ainda que a França é a única seleção a ter cinco títulos mundiais no currículo e os jogadores são chamados de "experts".

Pressão na estreia contra o Brasil

Le Figaro diz que é sob forte pressão que os "Bleus", como são chamados os jogadores franceses, começam a defesa de seu título em casa na estreia contra o Brasil, em Paris.

Há um ano, nesta mesma época, a seleção da França era dona de todos os títulos: mundial, olímpico e europeu. Mas, no ano passado, no campeonato da Europa, o time ficou em quinto; nos Jogos do Rio perdeu o cetro olímpico na final, e agora resta manter o título mundial.

O jornal coloca a Dinamarca, a Alemanha e a Espanha como concorrentes diretos pelo troféu. No total, serão 18 dias de competição reunindo as 24 melhores equipes do mundo, lembra Le Figaro.

Le Parisien informa que os torcedores atrasados que ainda vão tentar ver o jogo de estreia da França contra o Brasil e outros jogos importantes da competição não devem bobear porque nos últimos dias a procura por ingressos disparou. O diário lembra que além dos franceses, torcedores alemães e espanhóis demonstraram muito interesse em apoiar suas equipes e devem garantir ginásios cheios durante o torneio.

Libération destaca ainda que o Mundial de handebol deverá confirmar a adaptação de muitas seleções às novas regras adotadas em julho passado para o esporte. As mudanças permitem agora uma equipe atacar com sete jogadores, substituindo o goleiro por um atacante. Resta saber se a França vai seguir essa evolução proposta pela Federação Internacional, questiona o jornal.

 

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