Acessar o conteúdo principal
Handebol/Mundial

Brasil perde para a França na estreia do Mundial de handebol

Lance do jogo de abertura do Mundial de handebol entre França e Brasil.
Lance do jogo de abertura do Mundial de handebol entre França e Brasil. Foto: Divulgação

A seleção brasileira foi humilhada pela França e saiu de quadra lamentando a derrota de 31 a 16 no jogo de abertura do Mundial de handebol, disputado nesta quarta-feira (11), em Paris.

Publicidade

A equipe do treinador Washington Silva entrou na quadra da AccorHotels Arena consciente de que a tarefa de vencer os donos da casa seria difícil, mas não esperava um resultado tão arrasador.

O Brasil sentiu a falta do capitão Petrus, poupado por uma lesão no ombro contraída durante um torneio preparatório na Suíça, no final de semana. Das arquibancadas, ele viu um time inibido pela pressão dos milhares de torcedores e acuado por um adversário muito concentrado e objetivo.

Atual campeã mundial, a França mostrou porque é favorita para manter o título da competição ao fazer uma exibição que impressionou. A equipe dominou com tranquilidade o jogo do começo ao fim. Com um ataque eficiente, rápido, e uma defesa compacta e sólida, e ainda contando com uma noite inspirada do goleiro Thierry Omeyer, a seleção francesa logo disparou no placar, terminando o primeiro tempo com uma vantagem confortável de 17 a 7.

O passeio em quadra foi confirmado na fase final, quando os “Bleus” mantiveram o ritmo e traduziam facilmente em gols a superioridade incontestável. “Nos preparamos muito para essa estreia e queríamos oferecer um grande espetáculo aos torcedores. Conseguimos”, comemorou o treinador francês Didier Dinart na entrevista coletiva após a partida.

Derrota amarga

O resultado final de 31 a 16 foi amargo para a delegação brasileira. Toledo, o destaque da equipe com cinco gols, lamentou uma apresentação coletiva muito abaixo do esperado e não encontrou explicação para uma derrota surpreendente.

“Eu não sei se a gente chegou já inibido na quadra por causa da torcida. Não treinamos aqui, foi a primeira vez que entramos nesta Arena, mas isso não é justificativa. Os dois times nem têm tanta diferença assim”, afirmou. “Agora é treinar mais e se preparar para o próximo jogo, porque desse jeito não vai dar”, admitiu. “A gente sabia que não era favorito. Não tem nada acabado, agora é entrar com a Polônia com outro pensamento”, diz.

Para Teixeira, outro titular da equipe, o time precisa agora levantar a cabeça para seguir com o objetivo de classificar para a próxima fase da competição.

“Não foi o nosso jogo. Há muito tempo não havíamos jogado assim. Temos um campeonato inteiro pela frente ainda. Acredito que a gente pode dar a volta por cima. Já demonstramos isso com outras equipes do nível da França. Agora é concentrar e buscar as vitórias que a gente tem ao alcance para ir às oitavas de final”, declarou.

Esperança de classificação para as oitavas

O treinador Washington Silva também não esperava um desempenho tão ruim e um placar tão desfavorável. “Não esperávamos uma partida tão difícil. Nos primeiros 15 minutos, tivemos uma boa criação ofensiva, mas o goleiro deles foi muito bem e eles têm uma transição muito boa. Não conseguimos ter uma boa recuperação defensiva.. Eles abriram muito o placar e isso dificultou”, explicou em entrevista à RFI Brasil.

“No segundo tempo, conseguimos jogar mais equilibrado, as ações foram melhores, fizemos mais gols, defendemos um pouco melhor. Era o que a gente tinha que fazer durante a partida, passo a passo, construindo as coisas. A gente não queria perder, muito menos com a diferença que foi. Mas se tivesse que descartar alguma partida seria essa”, defendeu.

A seleção brasileira tem como ambição neste Mundial de handebol se classificar em boa posição na chave durante a primeira fase e passar no mínimo pelas oitavas.

“Temos condições de atingir nosso objetivo. Nossos dois próximos confrontos, contra a Polônia e o Japão, são vitais para a nossa classificação. Temos consciência que são jogos possíveis de a gente vencer. Se vencermos essas duas partidas, praticamente batemos o passaporte para as oitavas”, declarou, esperançoso.

O próximo adversário do Brasil no Mundial será a Polônia no sábado (14), em Nantes.

 

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.