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RFI Convida

Pesquisador brasileiro comemora consolidação do futebol em meio acadêmico

Áudio 06:58
Bernardo Borges Buarque de Hollanda, pesquisador da área de História, Sociologia e Antropologia dos Esportes.
Bernardo Borges Buarque de Hollanda, pesquisador da área de História, Sociologia e Antropologia dos Esportes. RFI/Márcia Bechara

Ele é Doutor em História Social da Cultura, pesquisador na área de História, Sociologia e Antropologia dos Esportes e participou em Paris de um colóquio sobre futebol e o papel da Copa do Mundo no Instituto de Altos Estudos da América Latina. O RFI Convida desta segunda-feira (18) recebeu Bernardo Borges Buarque de Hollanda.

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Parece existir no mundo acadêmico “um certo desprezo” para a temática do esporte e do futebol em particular. Para Bernardo Borges Buarque de Hollanda “o tema não foi considerado como sendo relevante”. “O que é mais interessante é que hoje se trata de um assunto consolidado, o que era um horizonte longínquo nos anos 80. Hoje temos muito bons pesquisadores com uma diversidade de temas, ângulos, de aspectos que são estudados sobre a Copa do Mundo” completou.

Preconceito

Para superar o preconceito, foi preciso ver que o esporte é “uma janela para olhar facetas da sociedade contemporânea”. “Nós podemos estudar fenômenos econômicos, políticos e socioculturais simplesmente observando esses 30 dias do chamado megaevento que é o futebol”, afirmou o pesquisador.

Um dos exemplos que mostra como a análise do esporte pode indicar esses fenômenos é a construção do estádio do Maracanã. “Ele foi construído para ser o maior estádio do mundo, capaz de abrigar até 200 mil pessoas. O estádio era um espaço de inclusão. A ideia de que o povo estava representado pela seleção de futebol era muito forte. Em 2014 nós não vivemos isso, desde a jornada de junho de 2013, nós passamos por um questionamento muito grande sobre os valores que foram gastos para a construção dessas arenas. Isso mostra que hoje nós temos uma sociedade muito mais crítica, em virtude de que o estádio se tornou mais um espaço de exclusão do que propriamente de inclusão social, já que o perfil visado se tornou muito mais elitizado”, finalizou.  

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