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Esporte

Paris anuncia breakdance como modalidade para Olimpíadas de 2024

Coletiva de imprensa na La Defense Arena par ao anúncio das propostas de novas modalidades para Paris 2024.
Coletiva de imprensa na La Defense Arena par ao anúncio das propostas de novas modalidades para Paris 2024. JEAN-MARIE HERVIO / KMSP / PARIS 2024

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de 2024 anunciaram nesta quinta-feira (21) em Paris terem encaminhado ao COI uma proposta de incluir quatro modalidades no evento, entre elas o breakdance, dança acrobática que tem origem no hip hop.

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Das quatro modalidades, três já serão testadas em Tóquio no ano que vem: surf, skateboard e escalada. A inclusão do breakdance é a grande novidade, já que a disciplina praticada por 30 milhões de pessoas em todo o mundo poderá estrear nos Jogos de 2024.

O anúncio foi feito durante uma entrevista coletiva organizada com grande pompa, incluindo show de luzes e efeitos sonoros, no La Defense Arena, modelada como um campo de rúgbi. O Comitê Organizador Local levou atletas das modalidades bem conhecidos dos franceses para explicar os motivos da escolha pelas quatro disciplinas.

Segundo Tony Estanguet, presidente do Paris 2024, três critérios orientaram a definição dos parisienses: a facilidade de integrar as modalidades em infraestruturas já programadas e existentes, sem a necessidade de investimentos em novas construções, a conexão com as novas gerações muito ativas nas redes sociais, e a aproximação desses esportes com as atividades artísticas e culturais, resultando em competições mais dinâmicas e espetaculares.

A definição também revela a ambição de Paris de mostrar, de acordo com Estanguet, uma “evolução, ou mesmo uma revolução dos Jogos Olímpicos”, em sintonia com o mundo contemporâneo e hiperconectado. “Além das 28 modalidades que estavam no programa, buscamos esportes que contem novas histórias, diferentes, e que devem atrair um público jovem", explicou.

"Nosso objetivo foi de escolher os esportes que fazem um imenso sucesso nas redes sociais, entre os jovens. Eles são praticados com muita facilidade no meio urbano, fora dos estádios”, afirmou.

Para o Comitê, houve também uma preocupação de resgatar a memória de Paris com os Jogos Olímpicos e cultivar a imagem projetada da capital francesa ao mundo. “A história Paris com os Jogos é uma mistura de esporte, arte, cultura e criatividade. São esportes em que a criatividade está no DNA dos atletas e no centro da performance“, detalhou.

A decisão de integrar o breakdance como nova disciplina olímpica foi baseada na constatação do sucesso registrado pela modalidade nas Olimpíadas da Juventude de Buenos Aires, realizadas em outubro de 2018.

“É um esporte novo, que vai permitir a Paris escrever um novo capítulo na história dos Jogos e conecta com os jovens, além de associar um universo musical muito importante, que vemos no consumo esportivo atualmente”, justificou.

Durante a apresentação das propostas, o campeão francês de Breakdance, Mounir Biba, comemorou a decisão do Comitê Paris 2024 e justificou a entrada da modalidade como esporte olímpico: “Para nós, estar na lista para se tornar uma disciplina olímpica já é uma vitória. É uma evidência devido à evolução e ao entusiasmo despertado no público em geral. Somos dançarinos, mas com origem na ginástica, capoeira, artes marciais e até nas artes circenses. É uma mistura que resultou em sua própria linguagem”.

Segundo Biba, o breakdance deverá ser disputado de maneira individual, com 32 atletas divididos nas categorias feminina e masculina.

Outras novidades

A proposta de incluir as quatro modalidades no programa das Olimpíadas de 2024 será discutida em junho e deverá ser validada em uma reunião do Comitê Olímpico Internacional em dezembro de 2020.

Além de anunciar essas propostas, após muitas discussões com diferentes federações nacionais e internacionais, o comitê Paris 2024 prometeu uma paridade total entre atletas homens e mulheres durante a competição e lançou um projeto ambicioso: fazer interagir os espectadores em algumas modalidades.

A ideia é que na competição de vela eles possam estar conectados virtualmente e acompanhar o percurso de algumas provas. Outra proposta que está sendo estudada é a realização de uma maratona para os turistas e atletas amadores logo após término da maratona oficial.

“Queremos que o público não seja apenas espectador, mas também ator das Olimpíadas”, afirmou Estanguet, tricampeão olímpico de caiaque.  

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