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Morre ex-piloto de Fórmula 1 Niki Lauda, aos 70 anos

O austríaco três vezes campeão mundial de Fórmula 1 Niki Lauda morreu na segunda-feira (20), aos 70 anos, em Viena.
O austríaco três vezes campeão mundial de Fórmula 1 Niki Lauda morreu na segunda-feira (20), aos 70 anos, em Viena. REUTERS/Heinz-Peter Bader/File Photo

O austríaco três vezes campeão mundial de Fórmula 1, Niki Lauda, morreu, aos 70 anos, em Viena. O anúncio à imprensa foi feito nesta terça-feira (21) pela família do ex-piloto.

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"Com profunda tristeza, anunciamos que nosso amado Niki morreu pacificamente com sua família na segunda-feira, 20 de maio de 2019. Suas realizações únicas como atleta e empreendedor são e permanecerão inesquecíveis", afirma o comunicado.

"Seu incansável entusiasmo pela ação, sua franqueza e sua coragem permanecem um modelo e uma referência para todos nós. Era um marido amoroso e atencioso, pai e avô. Sentiremos muito sua falta", afirmam os familiares do ex-piloto. 

Em agosto de 2018, Lauda foi submetido a um transplante de pulmão e vinha fazendo hemodiálise. No início deste ano, teve uma gripe forte e ficou internado por dez dias num hospital, após ter febre alta durante as festas de fim de ano.

Acidente e recuperação surpreendente

Andreas Nikolaus Lauda estreou na Fórmula 1 em 1971, na Áustria, seu país natal, pela equipe March. O primeiro título na categoria veio em 1975. No ano seguinte, sofreu um grave acidente no circuito de Nürburgring, na Alemanha, no qual ficou preso nas ferragens de sua Ferrari em chamas e teve o rosto quase que totalmente desfigurado.

Numa recuperação surpreendente, retornou às pistas seis semanas depois, apesar das graves lesões, especialmente no rosto. Durante a temporada, lutou pelo título até a última corrida com o britânico James Hunt, que finalmente conquistou o título. Este épico confronto, revelador do caráter excepcional do piloto austríaco, é mostrado no filme "Rush" (2013), do americano Ron Howard.

Em 1977, manteve a regularidade e conquistou o segundo título mundial, com a Ferrari. Dois anos depois, abandonou as corridas. Mas o então bicampeão não ficou muito tempo longe das pistas. Em 1981, assinou com a McLaren, equipe pela qual veio a conquistar o tricampeonato em 1984. Despediu-se definitivamente da F1 no ano seguinte.

Experiência e honestidade

O homem do boné, que sempre usava para esconder as cicatrizes na cabeça, se tornou diretor da escuderia Mercedes em 2012, e seguiu onipresente nos circuitos, onde era conhecido por sua experiência e honestidade, e por lamentar a perda de combatividade no esporte.

Sua breve saída da Fórmula 1 em 1979 foi provocada pela segunda paixão de Lauda, a aviação civil. Pioneiro do charter privado, criou a Lauda Air, que em 2002 vendeu à Austrian Airlines. Em 2004, criou a muito rentável companhia aérea de baixo custo Niki, que vendeu em 2011 à Air Berlin.

Como empresário, Niki também viveu um drama, quando em 26 de maio de 1991 um Boeing 767 da Lauda Air que realizava o voo Bangcoc-Viena caiu com 223 pessoas a bordo por uma falha estrutural. Não houve sobreviventes.

Burguesia de Viena

Nascido em 22 de fevereiro de 1949 em uma família da burguesia de Viena, teve quatro filhos em dois casamentos. Quando tinha menos de 20 anos, em 1968, disputou com um Mini Cooper que havia ganhado da avó sua primeira corrida, sem avisar os pais.

Os gases tóxicos que inalou durante seu acidente em 1976 debilitaram seu organismo. Após dois transplantes de rim em 1997 e 2005, foi submetido a um transplante pulmonar de extrema urgência em agosto de 2018, após contrair um vírus durante viagem a Ibiza. Foi operado no Hospital Geral de Viena um dia após o aniversário de seu acidente, e a recuperação se apresentou complicada.

"É duro regressar, mas não se compara com minhas queimaduras após o acidente de Nürburgring", disse ao jornal suíço Blick. "Morri brevemente e ressuscitei".

(Com informações da AFP)

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