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Esportes

Brasil investe para estrear no Mundial de Rugby de 2023

Áudio 08:24
A evolução deste esporte no país faz a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) ter expectativa de que no próximo Mundial, em 2023, que será realizado na França, o Brasil possa, enfim, entrar no grupo de elite.
A evolução deste esporte no país faz a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) ter expectativa de que no próximo Mundial, em 2023, que será realizado na França, o Brasil possa, enfim, entrar no grupo de elite. João Neto/Fotojump

As 20 melhores seleções masculinas de Rubgy começaram neste final de semana no Japão a disputa pelo cobiçado troféu de campeã do Mundo. Saiba como anda a evolução do esporte no Brasil.

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Da elite do rugby mundial, apenas dois países sul-americanos estão na disputa: a Argentina, 11ª do ranking, e o Uruguai, 19ª.  O Brasil que ocupa atualmente a posição de número 26 no ranking masculino, mais uma vez, ficou de fora da competição. Desde que a Copa do Mundo foi criada em 1999, o Brasil tenta entrar na fase final, mas não passa das eliminatórias.

A evolução deste esporte no país faz a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) ter expectativa de que no próximo Mundial, em 2023, que será realizado na França, o Brasil possa, enfim, entrar no grupo de elite.  “Este ano, a seleção atingiu o seu melhor resultado, o 24° lugar no ranking e hoje o Brasil é considerado estratégico pela World Rugby. A equipe já compete contra países como Espanha e Romênia, perdendo pela diferença mínima de um ou dois pontos. No ano passado fomos campeões sul-americanos da 1ª divisão. Houve uma progressão muito grande nos últimos quatro anos que, obviamente, pretendemos manter para nos classificarmos para a Copa do Mundo de 2023”, afirma Agustín Danza, diretor-executivo da CBRu.

No rugby feminino, a expectativa também é otimista, embora a equipe tenha menos tradição.

Atualmente a equipe principal é a 50ª melhor do ranking. 

“Em 2014 a equipe estava jogando como convidada, dois anos depois, já se classificou para o circuito mundial através dos Jogos Olímpicos do Rio e , este ano, a equipe ganhou pela primeira vez de Hong Kong. A seleção feminina (Sevens) tem 

como meta ficar entre as 8 melhores nas Olimpíadas de Tóquio e, em 2024 ficar entre as seis melhores na competição, em Paris”, afirma Agustín.

Sucesso nas plataformas digitais

O entusiamo dos dirigentes da Confederação brasileira é amparado no aumento de praticantes de rugby e também de público e fãs. Uma pesquisa publicada pela empresa Ibope Repucom, especializada em marketing esportivo, antes dos Jogos Pan-Americanos, mostrou a Confederação de Rugby em 8° lugar na preferência das plataformas digitais, com 293.219 seguidores, a grande maioria pelo Facebook. O resultado fica bem longe do líder futebol (+ 23 milhões de seguidores), vôlei (+ 1 milhão) e jiu-jitsu (+ 828 mil), mas à frente de handebol, ginástica e basquetebol, por exemplo.

“O aumento dos fãs de rugby aumentou em 50% de 2014 a 2017, passando de 20 milhões de brasileiros com algum interesse em rugby para 35 milhões. E no mesmo período aumentou de 3,5 milhões para mais de 5 milhões o número de brasileiros que se declararam fãs de rugby. O crescimento é acelerado porque traduz também os bons resultados do alto rendimento que ajuda a criar um esporte mais atrativo, que aparece mais na televisão e desperta mais o interesse. Temos que manter esse ritmo para os próximos 5 ou 10 anos, para que o rugby se torne um esporte popular”, avalia.

Uma das estrelas do rugby feminino brasileiro é  a catarinense Raquel Kochhan, de 27 anos, capitã do rugby Sevens, disputada por sete atletas em campo. Ela admite que o 9° lugar da equipe nas Olimpíadas no Rio de Janeiro deu um grande impulso ao esporte.

“Houve um ‘up’ depois da estreia na Rio 2016, depois deu uma leve estagnada, mas continuou numa crescente e com a possibilidade de disputar uma Copa do Mundo, o rugby continua numa crescente”, afirma.

Eleita melhor jogadora de rugby pelo COB em 2017, a Raquel aponta as dificuldades de fazer o rugby ganhar mais espaço. 

“Falta visibilidade em TV aberta, e de divulgação de jogos de grande importância em meios de fácil acesso como televisão, jornais, rádios. Estamos pecando nisso. O crescimento não é maior porque muitas pessoas não conhecem, pois falta divulgação na grande imprensa”, destaca.

Mas as metas são ambiciosas, segundo Raquel. 

“O objetivo da seleção é disputar esta vaga em 2023, mas também fazer evoluir o rugby dentro do Brasil. Quando conseguirmos evoluir aqui dentro, vamos conseguir mostrar resultados lá fora”, opina.

Para o rugby de clubes, a Confederação espera ter nos próximos quatro anos pelo menos 12 clubes bem estruturados. Hoje tem quatro e os investimentos possam ter consolidados pelo menos oito no cenário nacional.

O objetivo de firmar o rugby no cenário esportivo nacional faz faz parte de um “longo processo” em que é apresentar resultados bons e consistentes, o que só se consegue no longo prazo. “De um dia para o outro, não se transforma em um esporte popular”, diz Agustín.

Futuro do rugby em discussão

Para discutir o futuro e a evolução do rugby no Brasil, foi criado o plano Rugby 2020+, que nos mês de outubro vai reunir os atores desse ecossistema para definir linhas de ações concretas para a evolução desse esporte no Brasil.  

“O Plano Rugby 2020 visa discutir o ecossistema do esporte como um todo. A partir do ano que vem já vamos contar com equipes profissionais no Brasil e isso vai modificar esse ecossistema no país. Queremos discutir com todos, clubes, jogadores, federações, imprensa, árbitros, qual é a nossa proposta para esse ecossistem. Como as seleções, o sistema de alto rendimento, as equipes profissionais, os clubes, as equipes juvenis e de base, devem conviver, interagir se retroalimentar para que todos cresçam harmonicamente e para que não tenha nenhuma parte jogando contra a outra”, explicou Agustín.

A primeira Assembleia aberta para discutir o Plano Rugby 2020+ está programada para o dia 13 de outubro, em São Paulo.

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