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Esportes

2019: o ano em que o futebol feminino finalmente ganha mais espaço e respeito

Áudio 06:06
Futebol - Os Melhores Prêmios de Futebol da FIFA - Teatro alla Scala, Milão, Itália - 23 de setembro de 2019. Megan Rapinoe fala após ganhar o prêmio de Melhor Jogadora da FIFA.
Futebol - Os Melhores Prêmios de Futebol da FIFA - Teatro alla Scala, Milão, Itália - 23 de setembro de 2019. Megan Rapinoe fala após ganhar o prêmio de Melhor Jogadora da FIFA. REUTERS/Flavio Lo Scalzo

A norte-americana Megan Rapinoe, 34 anos, recebeu na segunda-feira (23), o prêmio de melhor jogadora de futebol do ano da FIFA. “Este tem sido um ano incrível para o futebol feminino”, declarou a artilheira dos Estados Unidos, país que se sagrou tetracampeão na última Copa do Mundo, na França, em julho.

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Conhecida pela agilidade, inteligência, cabeleira rosa e língua afiada, a artilheira lembrou discussões importantes levantadas durante o Mundial, como sexismo, racismo, homofobia, diferença de salários entre homens e mulheres e falta de apoio para o futebol feminino.

Após o mundial, a Fifa divulgou um extenso relatório sobre o estado do futebol feminino no mundo, ainda sem as repercussões geradas pela Copa.

“A Fifa enviou 50 perguntas a suas 211 associações filiadas, sobre estrutura do futebol feminino - 198 responderam, o que a entidade considerou um sucesso”, explica Marcel Rizzo, jornalista esportivo da UOL.

“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) declarou que havia 2.974 jogadoras profissionais no país. Isso é relevante porque o Brasil fica em 5° lugar no levantamento da FIFA em número de jogadoras profissionais na América do Sul, sendo que o Brasil domina os campeonatos no continente”, explica. “Menos que Venezuela e Peru, que nunca disputaram uma Copa do Mundo”.

Se comparado à potência dos Estados Unidos, o Brasil tem resultados pálidos. Por exemplo: Brasil há apenas cerca de 15 mil mulheres jogando futebol de forma organizada, ou seja, competindo em torneios profissionais ou amadores. Nos Estados Unidos, tetracampeões mundiais, são 9,5 milhões de jogadoras – 600 vezes mais!

Mas Rizzo lembra que o interesse pelo futebol feminino vem aumentando muito no país. Ele cita que pela primeira vez, a TV aberta transmitiu praticamente quase todos os jogos da Copa. Ele recorda ainda a obrigação a partir deste ano, por conta de exigência da Fifa e da Conmebol, grandes times que participam de eventos como a Libertadores da América ou o Mundial, de terem também uma equipe feminina ou que sejam associados a um clube que possua um time de mulheres.

Megan Rapinoe e suas companheiras de equipe comemoram o título de Campeã do Mundo Feminina de 2019
Megan Rapinoe e suas companheiras de equipe comemoram o título de Campeã do Mundo Feminina de 2019 BRUCE BENNETT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP

Já na França, que foi anfitriã da última Copa, era de se esperar um interesse crescente pelo futebol feminino. Até julho, o número de jogadoras registradas era de 102.761.

Esta época do ano, entre setembro e outubro, é a chamada “rentrée” na França, a volta, ou o começo do ano letivo em todo o país. É o momento de começar cursos e atividades paralelas também. Os cursos de futebol feminino estão tendo muito sucesso, como conta Magali Minos, presidente do clube CA Paris 14:

“Já estava prevista uma onda de mais meninas e adolescentes, mas há muita procura por parte de mulheres a partir de 18 anos. Na segunda feira passada, tínhamos 140 garotas no campo, e foi impressionante. Muito encorajador. Eu recebi até um telefonema de uma mulher de 52 anos, que não fazia mais nenhuma atividade esportiva há muito tempo, mas com a copa do mundo ela ficou com vontade de retomar um esporte coletivo”, conta.

O Brasil está no páreo para tentar ser anfitrião da próxima Copa do Mundo de Futebol Feminino, em 2023. O número de países participantes deve aumentar de 28 para 32. É o sucesso indiscutível!

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