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Bulgária prende seis torcedores acusados de atos racistas contra jogadores negros da Inglaterra

Torcedores vigiados pelos agentes de segurança durante a partida entre Bulgária e Inglaterra pelas eliminatórias da Eurocopa 2020.
Torcedores vigiados pelos agentes de segurança durante a partida entre Bulgária e Inglaterra pelas eliminatórias da Eurocopa 2020. Foto: Action Images via Reuters/Carl Recine

A polícia búlgara anunciou nesta quarta-feira (16) ter detido seis torcedores envolvidos com injúrias racistas proferidas durante a partida entre Bulgária e Inglaterra pelas eliminatórias da Euro2020, realizada na segunda-feira (14), em Sofia. Uma investigação continua em curso para identificar outros torcedores acusados de racismo.

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Em comunicado, o responsável local pela polícia de Sofia, Georg Hadzhiev, informou que seis pessoas estavam detidas e outras três são procuradas no âmbito de uma investigação ainda em curso.

Imagens de vídeo do estádio Vassil-Levski permitiram a identificação com segurança de nove pessoas que, das arquibancadas, proferiram gritos de macacos e fizeram saudações nazistas dirigidas aos jogadores negros da equipe inglesa.

Outros treze torcedores foram ouvidos na cidade de Plovdiv, região central do país, de onde são originários, de acordo com fontes citadas pela rádio pública búlgara BNR. Eles teriam integrado um grupo de homens vestidos de preto, que teriam perturbado a partida.

Mais de 15 mil pessoas assistiram à derrota de 6 a 0 da Bulgária para a Inglaterra, em jogo válido pelo grupo A das eliminatórias da Eurocopa. O estádio Vassil-Levski já tinha parte das arquibancadas fechadas ao público para este jogo devido a insultos racistas já observador em um jogo no mesmo local, em junho, contra Kosovo. Com este novo incidente, a UEFA anunciou a abertura de mais um processo disciplinar contra a Bulgária.

Reações

O incidente desencadeou uma onda de reações de indignação por parte de torcedores e responsáveis políticos no Reino Unido e também no próprio país dos Bálcãs.

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson condenou o que chamou de racismo "vil" e disse que espera uma sanção exemplar da UEFA para o caso.  O chefe de governo búlgaro Boiko Borissov não apenas lamentou o caso como levou o presidente da Federação búlgara de futebol a pedir demissão no dia seguinte à partida.

Por meio de um comunicado, o responsável pela equipe nacional, Krasimir Balakov, pediu desculpas aos jogadores da equipe inglesa e também a todos que se sentiram ofendidos.

Hristo Stoitchkov, eleito o maior jogador búlgaro de todos os tempos, defendeu que a Bulgária seja excluída de todas as competições europeias por causa dos insultos racistas. 

Em entrevista ao canal de televisão americano TUDN, o Bola de Ouro de 1974 não hesitou em pedir punições severas e exemplares ao país, como o fechamento total das arquibancas para os jogos da seleção, ou a exclusão de competições durante vários anos. "Cinco anos sem participar, vai acalmá-los. Tanto para a seleção como para clubes búlgaros", disse, antes de cair no choro durante o programa.

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