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Futebol/Austrá

Austrália garante paridade entre seleções masculina e feminina de futebol

A jogadora australiana Sam Kerr celebra uA jogadora australiana Sam Kerr (centro) celebra um gol com Emily Gielnik em um jogo contra a Argentina, em 6 de março de 2019, em Melbourne.
A jogadora australiana Sam Kerr celebra uA jogadora australiana Sam Kerr (centro) celebra um gol com Emily Gielnik em um jogo contra a Argentina, em 6 de março de 2019, em Melbourne. AFP

As jogadoras da seleção feminina da Austrália vão receber o mesmo salário que os jogadores da equipe nacional. O acordo divulgado nesta quarta-feira (6) pela Federação Australiana de Futebol (FFA) é um passo importante para a igualdade de gêneros no esporte.

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As « Matildas », como são chamadas as jogadoras profissionais australianas, terão direito às mesmas condições de trabalho que os “Socceroos”. Além de receber o mesmo salário mínimo que os jogadores, viajarão, como eles, somente de classe executiva.

A conquista está assegurada em uma convenção coletiva assinada hoje e que terá a duração de quatro anos. Durante este período, “Matildas” e “Socceroos” vão dividir igualmente os 24% das receitas publicitárias geradas pelo futebol australiano, destinadas aos atletas.

“O futebol é o esporte de todo o mundo e esta nova convenção coletiva constitui um passo a mais em direção à adoção de valores de paridade, integração e igualdade de chances”, declarou Chris Nikou, presidente da FFA.

Mundial feminino revelou disparidades

A paridade conquistada pelas jogadoras australianas também é resultado da batalha pela igualdade de direitos no futebol lançada durante a última Copa do Mundo Feminina na França. Durante o Mundial, realizado entre junho e julho de 2019, a disparidade de tratamento entre homens e mulheres no esporte mais popular do planeta ficou evidente.

Em entrevista à RFI, a meio de campo australiana Elise Kellond-Knight comemorou o acordo. Ela disse que ele testemunha “respeito” às mulheres e é a realização de um “sonho”.

O diretor-geral da FFA, David Gallop, diz que a paridade salarial foi possível porque os « Socceroos” aceitaram dividir a renda com as jogadoras. Para o capitão da seleção australiana, Mark Milligan, as mulheres obtiveram “o que merecem”.

O diretor-geral da Associação dos Jogadores Profissionais do país, John Didulica, fala em contrato “único” no mundo do futebol. Ele espera que a decisão australiana sirva de exemplo a “todas as federações, permitindo que elas aproveitem a incrível oportunidade social e comercial que representa o futebol feminino”.

O anúncio acontece no momento em que a seleção feminina da Austrália se preparam para enfrentar o Chile, no próximo final de semana, por uma vaga nas Olimpíadas de Tóquio. As “Matildas” devem entrar em campo ainda mais motivadas.

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