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Esportes

L’étape, a versão brasileira do Tour de France, tem 20% de participação feminina

Áudio 05:39
Largada da L’étape Brasil do Tour de France 2019 em Campos do Jordão (SP).
Largada da L’étape Brasil do Tour de France 2019 em Campos do Jordão (SP). Divulgação

A prova de ciclismo mais famosa do mundo, o Tour de France, tem uma versão brasileira. Franquia da competição francesa, a L’étape Brasil parte para a sua sexta edição em 2020 e conta com cerca de 2.500 ciclistas, divididos em 30 categorias.

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A prova, que acontece em Campos do Jordão, em São Paulo, conta com subidas de até 2000 metros e muitos desafios. A segurança é outro ponto importante: 700 pessoas trabalham no evento e todas as estradas do percurso são fechadas para a circulação de carros e charretes.

Segundo o diretor-geral do L'étape, o velejador e medalhista olímpico Bruno Prada, a prova é para todos os amantes do ciclismo, amadores e profissionais.

“A gente tem dois percursos: um mais curto de 66 km, que é justamente para dar oportunidade a pessoas que estão começando no esporte ou que não estão tão treinadas, e o percurso completo, que é o principal, de 107 km. Para um atleta amador médio, é uma prova de 5 horas, 5 horas e meia. É puxado!”, explica.

Outra especificidade da prova brasileira é a grande participação feminina, superior mesmo à prova francesa, onde as mulheres participam de apenas uma etapa e têm papel secundário.

“A prova brasileira tem uma característica muito interessante. É a prova do mundo que tem o maior percentual de mulheres. Na L’étape Brasil, elas são 20% das participantes. Isso não existe nem na França”, conta.

Organização e estratégia

A ciclista Gisele Gasparotto, dona da empresa LuluFive, que estimula e capacita ciclistas femininas, conta como é participar da L’étape Brasil.

“É uma prova muito bem organizada. O percurso geralmente é bastante desafiador, ou seja, você precisa treinar, principalmente montanhas, para conseguir pelo menos terminar a prova. Para quem busca ser competitivo, tem que treinar muito, tem que ter uma estratégia muito bem bolada. Eu a considero uma das provas mais legais do mundo”, relata Gisele.

“Com certeza eu vou participar em 2020. Recomendo sempre para quem está começando, ou para quem quer se colocar um desafio para conseguir levantar da cama para treinar, porque a gente sabe que é difícil, é cedo e depois tem de ir trabalhar. Eu indico a L’étape pela segurança, pela organização, pelo respeito que eles têm com o ciclista”, conclui.

Gisele pratica o esporte desde 2005. Ciclista profissional desde 2009, ela correu por grandes equipes nacionais e participou de provas nacionais e internacionais. Ela já correu três edições da L’étape e ficou em 3º lugar na categoria feminina em 2019.

A atleta desenvolveu uma metodologia para ensinar técnica de ciclismo de estrada para mulheres, em 2016, quando fundou a LuluFive.

Representatividade

A prova brasileira reúne ciclistas do Brasil inteiro e até alguns estrangeiros. Segundo Bruno Prada, dentre os atletas brasileiros, cerca de 400 vêm à França, participar do tradicional Tour de France, que acontece há 107 anos.

“Um ponto muito interessante que a gente tem nesta competição é a participação de todos Estados brasileiros, mais o Distrito Federal. Esta representatividade não existe em nenhuma outra prova do Brasil. Com relação à participação internacional, contabilizamos ciclistas de dez países”, conta Prada.

É o caso do italiano Ricardo Pichetta. Nascido no Brasil, mas morando na Itália desde criança, Ricardo é atleta amador há 15 anos e participa da etapa brasileira do Tour de France há 4 anos, tendo inclusive vencido as provas de 2016 e 2017. “Eu participei de quatro edições da L’étape Brasil: a primeira em 2016, em Cinha, quando fui campeão. Em 2017 também fui campeão, em Cunha. Em 2018, já em Campos do Jordão, fiquei em terceiro e agora, em 2019, fiquei em segundo”, conta Ricardo.

“A emoção de participar desta prova é sempre boa. O fato de estar no Brasil, com a galera feliz, energia boa, lugar bom. Eu acho que o ciclismo no Brasil, neste último ano, cresceu muito. Eu vejo a galera toda com vontade de superar este desafio, o importante é chegar. Eu gosto desta vibe”, diz.

Bruno Prada é um entusiasta do esporte e conta que mesmo atletas de fim de semana podem participar do percurso. “Não há nenhum pré-requisito, só precisa treinar e estar apto para completar o percurso. Qualquer amador pode participar da L’étape Brasil. A gente tem 30 categorias, masculina, feminina, por faixa etária. Temos percurso menor, então, o que não faltam são categorias e níveis diferentes. A gente tem de tudo no L’étape, desde o profissional ao atleta de final de semana”, diz.

“É um grande festival, é onde todos os ciclistas do Brasil se encontram uma vez por ano”, comemora Prada, ele mesmo um apaixonado pelo ciclismo e praticante diário, desde a época em que era velejador profissional.

As inscrições para a próxima edição, que acontece em 27 de setembro de 2020, já estão abertas.

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