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Esportes

Brasil tem 12 atletas nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude na Suíça

Áudio 05:59
Gustavo (à esq.), Larissa e Lucas representam o Brasil nas Olimpíadas de Inverno da Juventude 2020.
Gustavo (à esq.), Larissa e Lucas representam o Brasil nas Olimpíadas de Inverno da Juventude 2020. Foto: Luciana Quaresma/RFI Brasil

A nova geração olímpica de esportes de inverno do Brasil já está na Suíça para a 3ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude. Ao todo são 12 atletas brasileiros entre eles, estão Larissa Brito Cândido, Gustavo dos Santos Ferreira e Lucas Carvalho de Oliveira Rodrigues que chegaram em Saint-Moritz para participar nas modalidades de Bobsled e Skeleton, dois esportes de descidas em trenós.

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Correspondente da RFI

“Me sinto completamente grato por estar honrando o meu país. Eu sei o quanto foi difícil chegar até aqui. Recebi vários nãos como qualquer atleta recebe e é um sonho estar vestindo esta camisa do Brasil. Desde pequeno, fui esportista mas nunca imaginava que eu ia estar aqui. Eu agarrei a oportunidade e, hoje, me sinto honrado. Realmente, vai ficar por toda a minha vida isto que estou vivendo agora. Eu quero isso e muito mais. Eu sei que isso é só o começo”, explica Lucas, paulistano de 17 anos.

Estar representando o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude é um sonho antigo para o jovem. “Eu vi alguns atletas na TV, não somente do Skeleton e do atletismo, mas de várias modalidades do Brasil. Eu cresci pensando ‘eu quero ser assim como eles, eu quero ganhar esta medalha, quero estar representando o meu país’. Eu acho isso muito bonito, estar no pódio. Então, pra você que esta aí vendo a nossa vitória, a nossa conquista, eu peço que continue. A vitória não cai do céu. Não adianta a gente ficar sentado, parado. Temos que suar e não importa se a vitória não vier. O segredo é a persistência pois a vitória um dia chega. Tenha fé, fé em Deus também. E nada é impossível para aquele que crê”, acredita.

O paulistano Lucas, 17 anos, está realizando um sonho ao participar das Olimpíadas.
O paulistano Lucas, 17 anos, está realizando um sonho ao participar das Olimpíadas. Foto: Luciana Quaresma/RFI Brasil

Lucas explica que o atletismo é a base dos treinamentos, já que o skeleton exige muita velocidade no momento da largada. “Como o Brasil é um pais tropical e não tem gelo, ou seja, não dá para fazer os treinamentos de skeleton que é a modalidade que eu pratico, lá no Brasil eu treino atletismo que é o que dá para treinar. Quando a gente vai começar as competições no skeleton, a gente faz um tipo de corrida. Então, o atletismo me dá essa base e, quando eu chego aqui, eu uso o que o atletismo me ensina. Como a gente já tem esta parte técnica de corrida, adaptamos correndo com o trenó. Faço academia, vários tipos de corrida para poder me adaptar e a gente desce aqui com esta vantagem de tentar ser o mais rápido”, explica.

Brasileira no skeleton

Larissa, tem 16 anos, está em Saint-Moritz pela segunda vez e é a única atleta brasileira no Skeleton, que pode ser comparado com uma moto pois a pilotagem requer movimentos com o corpo e equilíbrio.

“É uma sensação única porque é um esporte que não é muito conhecido e representar o Brasil é o sonho de todo atletas, com certeza! E ser mulher neste esporte é ainda mais um ciclo vencido, a cada ano que passa. Acredito que posso abrir portas para outras mulheres, encorajá-las. Seguir carreira e confiar mais que o esporte não é só para homem”, comenta a atleta.

Larissa, de 16 anos, compete pelo Brasil no skeleton.
Larissa, de 16 anos, compete pelo Brasil no skeleton. Foto: Luciana Quaresma/RFI Brasil

Treinos na areia

Tanto o Bobslead quanto o Skeleton são modalidades pouco conhecidas dos brasileiros. Treinar em clima tropical não é fácil e exige criatividade e muito trabalho técnico. Gustavo treina na areia. “A gente tem um trenó adaptado. Treino na minha pista de areia e no campo. Treinamos mais a parte física no Brasil e os treinamentos pra descer em pista, só aqui. Aqui para St. Moritz estou bem confiante e, se Deus quiser, vamos atrás das medalhas”, diz Gustavo.

Gustavo, tem 17 anos e quando decidiu participar das provas seletivas no Brasil não sabia que seria para o Bobslead, esporte que se assemelha a um carro já que o piloto entra no trenó e dirige através de duas manoplas. “Na verdade teve um teste que eu não sabia que era para a seleção. Eu participei, saíram os resultados e eu passei na seletiva. Era um esporte que eu já conhecia pois eu moro em Marília onde tem dois atletas, a Sally Mayara e o Edson Martins. Então, eu já conhecia o Bobsled, mas eu não sabia que estava fazendo um teste para esta modalidade. É muito legal estar aqui em St.Moritz, eu não esperava, sinceramente e esta sendo muito bacana pra mim”, conta.

Gustavo dos Santos Ferreira, 17 anos, vai competir no bobslead nos Jogos Olímpicos da Juventude.
Gustavo dos Santos Ferreira, 17 anos, vai competir no bobslead nos Jogos Olímpicos da Juventude. Foto: Luciana Quaresma/RFI Brasil

Convivência faz parte da preparação

Felipe Braun, da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), tem acompanhado de perto a evolução desses atletas e diz que o objetivo é que outros jovens se espelhem nestes meninos. “Eles já são o espelho de uma geração passada de atletas, principalmente falando da nossa Confederação de Desportos no Gelo. A gente já trouxe atletas de Bobsled e skeleton, então, eles são uma segunda geração que a gente está trazendo para essas Olimpíadas da Juventude e, com certeza, a gente espera que eles sejam um passo para que nas próximas olimpíadas, quem sabe, tenhamos dois atletas de cada modalidade, de cada naipe, pra crescer ainda mais a nossa delegação", diz.

A convivência com os atletas é um dos pontos destacados por Felipe. "É muito bacana fazer parte disso porque a gente os conhece bem eles, convive com eles em viagens. Na última viagem, passamos mais de um mês juntos, morando na mesma casa. A gente começa a conhecer a história de cada um, vê o quão importante está sendo pro crescimento de cada um deles estar participando e tendo esta vivência internacional. A gente sabe que a vida de atleta acaba sendo curta. Então, ter experiencia é muito importante para eles e é muito bom estar podendo ajudar”, ressalta.

Início dos treinamentos

Os três atletas começam os treinamentos em St. Moritz este fim de semana e estão confiantes na medalha. “Tivemos que participar de eventos para nos classificarmos para esta Olimpíada. Eu posso dizer que estou realmente feliz por estar aqui, mas não o suficiente. Ainda falta aquele fundo do copo de querer ganhar uma medalha, de ser o melhor daqui! Isto na verdade é o meu sonho de poder estar aqui e não só representar o Brasil, mas representar também a minha família, o meu técnico, que me ensinou tudo para chegar até aqui porque foram eles que me ajudaram”, diz Lucas.

“Sempre acreditar no sonho. Se você tem vontade, nada é impossível! afirma Larissa. “Minha expectativa está boa, estou bem confiante e se Deus quiser vamos atrás das medalhas”, afirma Gustavo.

Os Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude na Suíça tiveram abertura no dia 9, em Lausanne, e terminam em 22 de janeiro.

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