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Esportes

Judocas brasileiras brigam por vagas nas Olimpíadas de Tóquio

Judô feminino em treinamento de campo em Paris
Judô feminino em treinamento de campo em Paris E. Ramalho

As últimas participações bem sucedidas das judocas brasileiras nas competições internacionais geram grande expectativa de que a modalidade possa manter a tradição de garantir mais pódios nas Olimpíadas de Tóquio.

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Mas é duro e árduo o caminho para ficar com uma das vagas na delegação brasileira que estará nos Jogos, em agosto.

Veteranas ou novatas, as judocas estão na reta final para conquistar pontos no ranking para realizar um dos maiores objetivos do ano: representar o Brasil nas Olimpíadas. Para isso, seguem uma dura rotina e programação, como treinamentos de campo realizado em Paris após o Grand Slam.

Uma das mais recentes revelações do judô feminino do Brasil, Beatriz Souza vem de bons resultados no circuito internacional. Atual número 7 do ranking mundial de sua categoria (+78kg), ela obteve bons resultados no ano passado com o 5° lugar no Mundial, o ouro no Grand Slam de Brasília e um bronze no de Osaka, no Japão.

"Terminei o ano muito forte e estava com medo de começar em baixa este ano, mas confiei nos meus treinos, e comecei o ano muito bem”, disse, em referência às medalhas de ouro no torneio de Odivelas, em Portugal, e à medalha de bronze no Grande Slam de Judô de Paris.

Paulista de Peruíbe, Beatriz, filha de judoca, entrou no esporte aos sete anos, depois de ter visto um treino do pai. “Foi amor à primeira vista, fiquei encantada com a luta, os treinos e aí continuei”. Com os resultados em competições e apoio da família, ela seguiu a carreira e está de olho em uma vaga em Tóquio. Para isso, precisa confirmar a boa fase com resultados também nos torneios como o Grand Slam de Dusseldorf, um dos mais importantes do circuito.

“Para Düsseldorf estou bem preparada. Só quero fazer uma grande competição. Não estou pensando em resultado porque resultado é consequência. Estou pensando em fazer excelentes lutas, dar o meu melhor e seguir”. Aos 21 anos, e atualmente sétima colocada no ranking mundial, a judoca está de olho no seu sonho.

“O judô feminino tem várias medalhas mundiais. Nós que somos mais novas tentamos manter o legado das meninas mais experientes e crescer com elas”, diz.  “Meu objetivo é evoluir como atleta e ser humano, crescer no esporte e deixar um legado, não apenas medalhas olímpicas, mas como atleta, atitudes dentro do tatami e ser um exemplo”, acrescenta.

Ansiedade

Outra novata que busca estrear nas Olimpíadas é Larissa Pimenta, 20 anos, que também conquistou o bronze em Paris. Ela volta ao Brasil para uma nova etapa de treinamentos antes de viajar para Rabat, no Marrocos, onde vai encarar o Grand Prix. Ela não esconde a ansiedade pela disputa da vaga olímpica.

“A gente fica ansiosa pelos resultados e convocações para as competições, é um processo de ansiedade que temos que aprender a controlar."

Paulista do litoral, Larissa Pimenta, de 20 anos, é uma das que concorrem a uma das vagas. A jovem, que começou no judô por ser alvo dos irmãos que praticavam golpes com ela, descobriu sua vocação de atleta e foi parar no clube Pinheiros São Paulo, aos 13 anos, onde disse ter tido certeza de continuar a carreira de esportisva. Seu sonho? Tornar-se a número 1 mundial. "Meu sonho é um dia ser a melhor do mundo. Independentemente de ser Mundial, Olimpíada. Estou trabalhando para isso”, afirma, otimista.

No Grand Slam de Paris, Larissa Pimenta derrotou a veterana Sarah Menezes. A piauiense, medalha de ouro nos Jogos de Londres, em 2012, mostrou otimismo com a possibilidade de voltar a disputar as Olimpíadas. Antes mesmo de embarcar para Dusseldorf, onde perdeu na estreia do torneio, ela disse à RFI que vai lutar até o fim para ficar com uma das vagas na categoria até 52 kg.

“Para mim é mais um ciclo. É importante e gratificante. É algo que faço por amor desde os meus nove anos de idade. Treinar com outros países é uma diversão porque para mim faço judô com prazer. Aproveito ao máximo e fico muito feliz com esse ambiente”, diz após deixar o treinamento.

Entre as atletas que buscam uma vaga nas Olimpíadas de Tóquio, Sarah Menezes está confiante em ser selecionada para defender o país em mais uma Olimpíada. “Minhas possibilidades são grandes. Não estou muito a desejar. É possível e é esperar o ranking até o final de maio”, diz.

Sarah Menezes - judoca
Sarah Menezes - judoca E. Ramalho

Com a experiência de vários anos no circuito profissional e na delegação brasileira, Sarah, de 29 anos, diz também contribuir para que as judocas da seleção possam ter expectativa de alcançar o sucesso que ela mesma já experimentou:

“Quando você está próximo de uma pessoa que chegou a um pódio olímpico, de um mundial ou de um Grande Slam, você sente mais confiança e sabe que é possível chegar lá. As meninas mais jovens estão começando a ter esse sentimento. Elas tocam no quimono das atletas que estão rondando no circuito internacional e sentem a possibilidade de também estarem ali, de terem o espaço delas e conquistarem grandes resultados”, afirmou.

 

 

 

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